| Marcus Liborio |
| ‘Coletivo Chão de Giz’ simulou uma sala de aula com boneco representando um professor |
Integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e sindicalistas de várias categorias realizaram, durante todo o dia dessa sexta-feira (11), uma série de protestos em Bauru. O ato, organizado em conjunto com a Frente Brasil Popular, faz parte do Dia Nacional de Greve, celebrado nesta sexta em todo País.
As manifestações começam durante a madrugada com assembleias nas empresas de transporte coletivo, o que atrasou em cerca de 40 minutos a saída dos coletivos. O grupo também marchou pelo Centro e fez vigília na frente da Câmara Municipal, onde caixão foi usado para um enterro simbólico do presidente Michel Temer.
O protesto, que reuniu cerca de 120 pessoas, segundo estimativa da PM, voltou a criticar medidas do governo federal como as reformas da previdência, trabalhista e do Ensino Médio, além da PEC 55, que congela os gastos públicos por até 20 anos.
TRANSPORTE ‘TRAVOU’
Por volta das 5h, ato liderado pela CUT “travou” a saída dos ônibus circulares, atrasando o início do expediente. “A categoria dos motoristas também é prejudicada pelas medidas do governo federal”, resumiu o coordenador regional da CUT, Itamar Calado.
De acordo com a assessoria da Transurb, o atraso na empresa Sem Limites foi de 15 minutos. Já na Grande Bauru, cuja frota representa 70% do total de veículos que circulam no município, a assembleia durou em torno de 40 minutos.
A Central de Atendimento ao Usuário (CAU) da empresa chegou a receber vários telefonemas da população, questionando a situação, que teria sido normalizada por volta das 6h, informou a Transurb.
MARCHA E VIGÍLIA
Na sequência, os manifestante se reuniram na Praça do Líbano. Com faixas, cartazes e carro de som, eles marcharam pela Rodrigues Alves até a Câmara, onde fizeram vigília até 18h.
Caixão com a foto de Temer e uma cruz revestida com a bandeira nacional simbolizaram um funeral do presidente e do País. Ao lado, membros do “Coletivo Chão de Giz”, composto por professores da rede pública estadual, simularam uma sala de aula.
Havia carteiras com cartazes e frases para manifestar a precarização e as condições de trabalho dos docentes. Um boneco representava o professor “esgotado e mal pago”.
Nesta semana, a Secretaria de Estado da Educação disse ao JC, por meio de nota, que mantém uma mesa de discussão com o sindicato e que paga aos professores salários superiores ao piso nacional.
Já a Diretoria Regional de Ensino ressaltou que não há salas acima do módulo, rebatendo criticas sobre ambientes precários e lotados.