| Malavolta Jr. |
| Ricardo Paraíba decidiu ficar em Bauru quando tinha 21 anos |
| Com a esposa Danielle e o filho Ricardo |
Aos 41 anos de idade, Ricardo Cascaldi, o Paraíba como é conhecido, já viveu em diversas cidades, mas foi em Bauru que ele se encontrou e “fez a vida” profissionalmente. Na entrevista deste domingo (13), ele conta particularidades da sua história pessoal e profissional, além de novos projetos.
Depois de trabalhar em diversas áreas, Paraíba encontrou no estacionamento para grandes eventos um ramo bastante promissor e lucrativo. Ao lado do sócio, hoje ele tem uma equipe fixa de 17 manobristas e 10 estacionamentos.
“Tudo começou há 17 anos quando eu e meu sócio (que está comigo até hoje) Ciro Wenceslau abrimos um estacionamento perto de uma casa noturna do empresário João Cabreira, na região da avenida Nações Unidas”, lembra.
Para 2017, Paraíba garante que vem novidade: “Tenho um projeto para um futuro bem próximo. Estamos fazendo algumas mudanças em um local de eventos da cidade. Vamos reformular algo que já existe e vamos administrar esse espaço”. Leia mais, a seguir.
Jornal da Cidade - Quando você veio para Bauru?
Ricardo Cascaldi (Paraíba) - Eu nasci em Itatiba, onde morei até os 5 anos. Meu pai trabalhou durante muito tempo na GM e sempre foi transferido. De lá, viemos para Bauru. Ficamos por aqui até os meus 10 anos e fomos para Curitiba. Em Curitiba foram mais dois anos e, em seguida, a minha família se mudou para o Recife. Fiquei lá por mais seis anos, quando voltamos todos para Bauru. Morei mais dois anos com meus pais aqui e eles se mudaram para Porto Alegre. Eu fiquei. Hoje eles estão em São Paulo e eu continuo por aqui.
JC - Por que você decidiu ficar?
Paraíba - Eu tinha 21 anos e fazia faculdade de administração na Instituição Toledo de Ensino (ITE). Gostava da faculdade, da cidade e resolvi ficar. Passei a morar sozinho. Hoje moro aqui e em Rio Preto. Fico aqui sozinho uns três ou quatro dias e vou para Rio Preto, onde minha esposa e meu filho moram com a minha sogra, que é uma segunda mãe para mim. Vou para lá e fico mais uns três ou quatro dias. Lá eu tenho uma distribuidora de cosméticos.
JC – Você trabalhou como vendedor?
Paraíba - No Nordeste eu comecei a trabalhar como vendedor em lojas. Vim para Bauru e continuei na área. Depois passei a trabalhar como motorista dos filhos de um vizinho. Levava para colégios e tudo mais.
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| “Meu filho é minha paixão”, afirma Paraíba sobre Ricardo |
JC - Quando você abriu o seu primeiro estacionamento?
Paraíba - Há 17 anos. Tudo começou quando eu e meu sócio (que está comigo até hoje) Ciro Wenceslau abrimos um estacionamento perto de uma casa noturna do empresário João Cabreira, na região da avenida Nações Unidas. Seguimos com estacionamentos para casas noturnas. Sempre acompanhei o João. E, mesmo com os estacionamentos, eu trabalhei com um pouco de tudo. Fui vendedor, trabalhei em bancos, fui promoter, tive um bar que vendia uma picanha maravilhosa, há uns oito anos. Mas acabei fechando porque não consigo ficar preso em um lugar só.
JC - Como funciona o seu trabalho hoje?
Paraíba - Hoje trabalhamos com estacionamento e serviço de manobrista para grandes eventos, principalmente. Estamos com 10 estacionamentos. Temos uma equipe de 17 manobristas e alguns temporários, quando necessário. Em algumas ocasiões alugamos o local. Em outros, nós entramos com a equipe, como é o caso do estacionamento do Hospital Unimed. Mas também temos estacionamentos montados em nossos próprios terrenos. Ainda oferecemos o serviço de valet.
JC - É um ramo que tem crescido?
Paraíba - Com a crise tudo tem diminuído, mas este é um serviço fundamental para eventos grandes, porque dá mais comodidade e segurança para os clientes. Mas o número de eventos tem caído.
JC - É um ofício que gera boas histórias?
Paraíba - Muitas. Algumas delas nem podemos contar (risos). Com 17 anos no ramo de estacionamento eu já vi muita coisa, principalmente na época das casas noturnas. Eu vi, por exemplo, muita gente se conhecer nas baladas e esses encontros virarem casamentos. Depois, acabei fazendo esses casamentos. Também já fiz festa de 15 anos, festa de casamento e de bodas dos pais de um amigo que conheci com meu trabalho. Há aquelas pessoas que bebem demais e têm atitudes constrangedoras nos estacionamentos. Em muitos casos, a gente finge que não vê (risos). Aconteceu um caso bem engraçado. Na saída de uma casa noturna, um cara começou a me olhar e a fazer muita careta, mas muita careta mesmo. A namorada dele não estava vendo, somente eu. Uns 20 minutos depois ele voltou sozinho e me perguntou se eu me lembrava dele. Ele se apresentou como o cara que estava fazendo caretas para mim. Ou seja, ele foi levar a namorada embora para voltar sozinho, mas não queria pagar estacionamento de novo, e fez caretas para eu não esquecer da cara dele.
JC - Por que o apelido de Paraíba?
Paraíba - Eu ganhei este apelido em Bauru, quando voltei do Recife, porque vim com um sotaque bastante carregado.
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| Paraíba; ao lado, os pais Quinha e Luiz, além das irmãs Débora (esq.) e Flávia |
JC - E quem é o Paraíba?
Paraíba - Eu adoro trabalhar. Não consigo ficar parado. Fico muito nervoso quando não sou produtivo. Preciso me movimentar.
JC - Você conheceu sua esposa em Bauru?
Paraíba - Sim. A Danielle é irmã de um amigo meu. E foi assim que eu a conheci. Temos o Ricardinho, que é a grande paixão da minha vida.
JC - Por que a “Nota 10” para os seus pais?
Paraíba - Eu sou muito grato por tudo o que meus pais fizeram por mim. Meu pai é o meu melhor amigo e também é o melhor amigo de alguns amigos meus. Quando jovem, eu aprontei muito, mas sempre recebi muito amor dos meus pais. Devo tudo a eles. E viver longe é um buraco em minha vida. Também tenho muita gratidão pelas pessoas que me ajudaram. O Ciro e o João Cabreira são duas dessas pessoas. A gratidão é uma virtude.
JC - Você tem projetos novos?
Paraíba - Tenho e para um futuro bem próximo. Estamos fazendo algumas mudanças em um local de eventos da cidade. Vamos reformular algo que já existe e vamos administrar esse espaço. É surpresa, por enquanto, mas logo logo vamos mostrar esse projeto para Bauru.
Perfil
Ricardo Cascaldi (Paraíba)
Tem 41 anos e é do signo de Leão
Nasceu em Itatiba/SP
É casado com Danielle com quem tem um filho: Ricardo
Hobby: Churrasco e pôquer
Time: Palmeiras
Quando o assunto é música, ele se intitula eclético
No cinema, prefere as comédias
Nota 10: Para os pais e para a gratidão
Nota 0: Para a ganância e a falsidade
E-mail: rcascaldi@hotmail.com