09 de julho de 2026
Geral

Chuva já provoca buracos em rodovias

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis
Depressão já formou um "morrinho" no quilômetro 362 da Bauru-Marília, no sentido a Bauru

Esta terça-feira (15) é dia de volta do "feriadão" e os motoristas precisam de cuidados redobrados. Além do fluxo intenso, as chuvas dos últimos dias já deixaram um "rastro" de buracos em pontos das rodovias Marechal Rondon (SP-300) e Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), a Bauru-Marília. A extensão percorrida pela reportagem elenca ainda outros problemas, como remendos e ondulações: combinação de fatores preocupante para acidentes. 

Nem foi preciso trafegar grandes distâncias para se deparar com asfalto defeituoso. Entre os quilômetros 331 e 333 da Rondon, sentido Interior-Capital, trecho sob administração da Concessionária Rodovias do Tietê, havia ao menos cinco buracos, principalmente na faixa da direita, além de depressões na pista capazes de desestabilizar o veículo.

Nem mesmo a praça de pedágio do município de Agudos oferecia boas condições. A menos de 500 metros da entrada das cabines, há saliência e buracos próximos à faixa de rolamento que separa o acostamento da pista da direita. 

Após pagar R$ 5,40 de taxa (veículos de passeio), o motorista não trafega nem um minuto até trecho com cerca de sete metros de deformação na pista. No sentido oposto (Capital-Interior), a situação é semelhante e aparece também no perímetro urbano de Bauru. 

Para os motociclistas, essas falhas se transformam em verdadeiras armadilhas, observa o autônomo Izalino Souza Borborema, 45 anos. Ele é de Sorocaba, mas, com frequência, precisa trafegar pela Rondon a trabalho. "Está muito perigoso. As irregularidades tiram a moto da pista. O pedágio é caro. Por que, então, não melhoram a rodovia?", critica. 

Na Bauru-Marília (SP-294), área sob concessão do DER, a reportagem também flagrou avarias no asfalto. No quilômetro 362 (sentido Bauru), as ondulações já formam uma espécie de "morrinho". 

TRAIÇOEIRAS  

Especialista em trânsito, Archimedes Raia Júnior elenca dois tipos de problema gerados pelos buracos na pista. Quando o desgaste está visível, diz ele, a tendência é que os motoristas tentem desviar e a manobra poderá resultar em perda da direção, colisões laterais ou até atropelamento de ciclistas no acostamento. 

A preocupação é ainda maior em dias chuvosos. "O buraco fica coberto pela água da chuva, praticamente invisível ao motorista, que, nessas condições, percorre a rodovia praticamente às escuras. É fácil perder o controle do carro e ainda sofrer danos como a quebra da suspensão, da roda". 

Em tempo: A reportagem também percorreu trechos das rodovias Bauru-Ipaussu, Bauru-Iacanga e Bauru-Jaú, cujas pistas apresentavam boas condições de tráfego.

Outro lado

Em nota, a Concessionária Rodovias do Tietê esclarece que realiza operações tapa-buracos sempre que necessário em todo os mais de 400 quilômetros de rodovias principais e SPAs (rodovias de acesso), bem como nos 200 quilôemtros de vicinais que fazem parte da malha sob concessão.

"Além do tapa-buraco, são executados reparos de pavimentos localizados e também intervenções de pavimento, de acordo com um cronograma elaborado conforme análises do desempenho do pavimento", conclui. 

O DER, também em nota, informa que as rodovias sob sua administração recebem regularmente serviços de conservação e manutenção, como tapa-buraco, poda, roçada e limpeza.

"Na SP-294, no dia 19 do mês passado, serviços de conservação e manutenção foram realizados no trecho que atende ao município de Bauru. Até o dia 24, quando uma vistoria foi realizada, não foram encontrados buracos na pista", destaca.