08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O incômodo tracinho

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 1 min

Ao contrário da maioria dos municípios brasileiros, Bauru tem uma forma diferente de numerar os imóveis, incluindo o fatídico tracinho, identificando além do número da casa e o número da quadra em que se localiza o imóvel.

Dizer que isto está certo é como um casal orgulhoso do filho marchando em uma parada militar e a mãe dizendo para o pai: "Tá vendo cinco mil soldados e só nosso filho com o passo certo".

Algumas dificuldades ocorrem: primeiro a confusão com sistemas como o do Correio que não contemplam o tracinho e o resultado é que uma correspondência para a quadra 28-1 pode acabar sendo lida como 2-81. Como se não bastasse, ainda alguns sistemas não comtemplam cinco dígitos, comuns em números como 27-131 existentes na região do Estoril, por exemplo.

Agora, com o advento do GPS, os tracinhos são fatídicos e não permitem a localização de um imóvel, pois como eles vão entender que o número 28-1 vem depois do 9-34. Com esta confusão literalmente o GPS pira.

Passou da hora de o tracinho ser aposentado e fica aqui uma sugestão de melhoria barata a administração