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Durante o ato Nem uma a menos, participantes vestiram branco e empunharam cartazes |
"Você não está sozinha! Não se cale! Denuncie 180". Os dizerem constavam em um dos cartazes empunhados no ato intitulado "Nem Uma a Menos", realizado nessa terça-feira (15) pela manhã, em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru). Segundo a empresária Aline Veroneze, que organizou o protesto, cerca de 200 pessoas saíram às ruas em repúdio à violência praticada contra mulheres.
Os participantes saíram da frente ao Confiança Supermercados e seguiram até a Igreja da Matriz. Durante o trajeto, munícipes que circulavam pela rua eram convidados a integrar a iniciativa, que reuniu principalmente mulheres. "Os homens também precisam unir-se à causa. Mas dava para contá-los nos dedos", comenta Aline ao criticar a ausência deles.
Quem aderiu ao movimento fez coro e gritou palavras de ordem como "Sou livre, sou linda, sou luta, sou minha". Sob o som de músicas como "Maria, Maria", de Milton Nascimento, o grupo ainda pediu paz.
ESTOPIM
A ação foi organizada depois que uma pedagoga de 44 anos foi agredida pelo companheiro, um oficial de justiça de 46 anos, no final de outubro. Na ocasião, a juíza da cidade decretou a prisão preventiva dele, que foi revogada sete dias depois pelo Tribunal de Justiça (TJ). Recentemente, outras duas tentativas de feminicídio foram registradas em Pederneiras. Para impedir que mais casos sejam registrados, Aline explica que existem outros projetos em curso. Entre eles, a discussão sobre o assunto nas escolas.
O nome "Nem Uma a Menos" é o mesmo utilizado pelo movimento iniciado após a morte brutal de uma adolescente argentina de 16 anos. Por meio dele, mulheres da América Latina lutam pelo fim da violência contra as mulheres.