08 de julho de 2026
Regional

Eleitos discutirão a criação do Comitê do Rio Lençóis

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Bacia do Rio Lençóis é composta por 7 municípios e objetivo é debater proposta de trabalho integrado

A Comissão Provisória do Comitê Gestor da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis convidou os prefeitos eleitos dos sete municípios que compõem a bacia para uma reunião na próxima sexta-feira (25), às 19h30, no Salão Nobre da Prefeitura de Macatuba (46 quilômetros de Bauru). Durante o encontro, serão discutidas propostas para a realização de trabalho integrado visando à recuperação dos estragos causados pela enchente de janeiro ao longo do rio e à prevenção de novos desastres naturais.

A Comissão foi constituída no dia 7 de outubro com o objetivo de definir as diretrizes jurídicas e técnicas necessárias para a formalização do Comitê Gestor da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis (CGBH-RL) a partir de janeiro de 2017, já com os novos representantes das cidades de Agudos, Borebi, Lençóis Paulista, Macatuba, Areiópolis, São Manuel e Igaraçu do Tietê.

Num primeiro encontro, membros do grupo conversaram com as principais empresas da região que atuam dentro da bacia hidrográfica para falar sobre a necessidade de se desenvolver trabalho multissetorial integrado dentro da bacia do Rio Lençóis. A promotora de Justiça Débora Orsi Dutra acompanhou a reunião e também deverá estar presente na próxima semana.

O projeto de integração da Bacia do Rio Lençóis está inserido no inquérito civil instaurado por ela, ainda em aberto, que trata sobre inundação histórica que atingiu Lençóis Paulista em janeiro. Na ocasião, o Ribeirão da Prata e o Rio Lençóis transbordaram e cerca de 250 imóveis ficaram embaixo d’água. Além de 100 desabrigados, a cidade contabilizou 800 desalojados.

Regras

Após a reunião com os sete prefeitos eleitos, um Conselho Técnico será formado e irá se reunir, antes mesmo da Assembleia Geral, para discutir e aprovar a primeira resolução técnica, definindo algumas regras emergenciais para a Bacia do Rio Lençóis. Entre essas regras, está a criação de um sistema de monitoramento capaz de rastrear em tempo real qualquer influência climática nos sete municípios da bacia que possa causar danos ambientais.

O sistema de monitoramento que deverá ser empregado é similar ao que é utilizado nos Estados Unidos no monitoramento de furacões e ciclones, mas de baixo custo, podendo ser operado em modo fixo ou móvel, em tempo real. O monitoramento prevê também a geração de um banco de dados sobre a taxa de pluviosidade por microbacia e a emissão de alertas em tempo real em situações críticas.