10 de julho de 2026
Regional

Polícia de Igaraçu do Tietê investiga morte de menino

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Arquivo pessoal/Grupo Imprensa Jaú
A causa da morte de Brayan de Souza está sendo investigada

A Polícia Civil de Igaraçu do Tietê  (71 quilômetros de Bauru) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte de um menino de 7 anos, ocorrida na última segunda-feira (14). Ele deu entrada no Pronto-Socorro (PS) de Barra Bonita com queimaduras no tórax e não resistiu aos ferimentos. Segundo a polícia, familiares do garoto alegam desconhecer o que teria causado as queimaduras.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, José Carlos Nunes, a avó de Brayan Martins de Souza contou que, na segunda-feira, por volta das 2h30, levantou da cama e viu que a luz do banheiro estava acesa e que o neto estava lá dentro. “Ela diz que foi até lá e ele reclamou de dores na barriga e que percebeu que ele estava queimado da cintura até o pescoço”, revela.

Uma ambulância foi acionada e o garoto foi encaminhado ao PS do Hospital São José, em Barra Bonita. Durante o atendimento, de acordo com o delegado, acabou não resistindo. “Ele foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) de Jaú e, segundo informações - eu não recebi o laudo ainda, mas entrei em contato - a morte teria ocorrido em virtude das queimaduras”, diz.

O corpo de Brayan foi sepultado no mesmo dia, às 17h30, no Cemitério Municipal de Igaraçu do Tietê. Nunes explica que a ocorrência foi registrada como morte suspeita e que, além de aguardar o exame necroscópico, irá ouvir familiares da criança e testemunhas para tentar esclarecer as circunstâncias da morte dela. Segundo ele, a avó não sabe dizer como o neto se queimou.

“No dia, policiais civis foram na residência e não encontraram nenhum vestígio de fogo”, afirma. Um dia antes, o delegado conta que a família do menino fez um churrasco, que teria começado por volta das 11h e terminado por volta das 13h. Na ocasião, teria sido utilizada uma churrasqueira de pequeno porte. “A avó falou que ele não ficou perto do fogo”, declara. “No dia, ela falou que não viu nada de queimadura, não percebeu nada e ele também não reclamou”.

Nunes preferiu não entrar em detalhes sobre o que pode ter provocado as queimaduras na vítima para não atrapalhar as investigações e alegou que nenhuma hipótese pode ser descartada.