09 de julho de 2026
Geral

Transplantados estão sem medicamento em Bauru

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Eder Azevedo/JC Imagens
Maria Bernadete Matos Bento-Presidente da Abrec

Pessoas transplantadas em Bauru estão enfrentando um grande problema: a falta de remédios para evitar a rejeição dos órgãos. O medicamento Micofenolato está em falta na farmácia do Hospital Estadual de Bauru (HEB) - que distribui remédios de alto custo - há, pelo menos, um mês.

O JC recebeu a denúncia nos últimos dias. O relato foi confirmado pela presidente da Associação Bauruense de Apoio e Assistência do Renal Crônico (Abrec), Maria Bernadete Matos Bento. Inclusive, ela chegou a doar uma caixa da medicação, que custa, em média R$ 2,5 mil, para uma paciente que precisava. "O meu filho teve o remédio suspenso e decidiu dar a caixa que restou", acrescenta.

Em nota, a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo esclarece que a compra e a distribuição do Micofenolato é de competência do Ministério da Saúde. Além disso, o órgão alega que o medicamento de 360 miligramas foi entregue parcialmente e após o prazo.

"Além de atrasar, em mais de 20 dias, a entrega da medicação ao Estado, repassou apenas 50% do quantitativo necessário para atender todos os pacientes do Estado de São Paulo. Somente no último dia 16, o órgão federal normalizou a entrega do medicamento e a pasta deu início à distribuição nas farmácias", descreve.

A previsão é de que todas as farmácias, incluindo a do HEB, sejam abastecidas até o final desta semana.

ENVIOU TUDO

A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde alega que "enviou todo o quantitativo do Micofenolato de Sódio para atendimento aos pacientes no quarto trimestre de 2016 - outubro, novembro e dezembro".

Por outro lado, ressalta que, no meio desse trimestre, o órgão passou a atender novos pacientes. "Os medicamentos para esses novos pacientes serão encaminhados às secretárias estaduais de Saúde até o final deste mês", garante.

Segundo o Ministério da Saúde, a Portaria 1.554, de 2013, determina que as secretarias de Saúde dos Estados têm de encaminhar a necessidade trimestral de cada medicamento de aquisição centralizada. "É importante informar que, para ter o quantitativo de envio desse medicamento aprovado, os Estados devem preencher corretamente a solicitação de liberação de medicamento, que contém informações como o nome do paciente, o número do cartão nacional da saúde e o quantitativo mensal individual de cada paciente", acrescenta o órgão federal.

Embora pacientes, Estado e a própria farmácia do Hospital Estadual afirmem que a medicação está em falta, o Ministério retifica que a entrega está regular para o Estado.