08 de julho de 2026
Regional

Eleito quer rever contratos e aluguéis

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Facebook
Pipoca e o vice Bartolo Tonon foram eleitos com 5.465 votos

Bocaina - O prefeito eleito em Bocaina (69 quilômetros de Bauru), Marco Antonio Giro (PPS), o Pipoca, irá iniciar o mandato revendo contratos de serviços e de aluguéis de imóveis particulares para tentar equilibrar as finanças do município. Além da saúde, ele diz que irá priorizar a educação e a limpeza pública.

Pipoca, que já foi vice-prefeito na gestão de João Francisco Bertoncello Danieletto (PV), o Kiko Danieletto, foi o único candidato a disputar o comando do Executivo em Bocaina. Ele recebeu 5.465 votos em um universo de 8.947 eleitores, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O futuro chefe do Executivo conta que irá rever contratos públicos, incluindo aluguéis de imóveis particulares onde funcionam órgãos públicos. "Vou ter que ver os contratos que têm na prefeitura e cortar muitos deles", diz. "E vou ter que renegociar contratos que os valores estão muito altos".

Segundo Pipoca, até o último dia 18, o atual prefeito não havia respondido pedido de transição feito por ele. "Quem sofre com isso não sou eu, é a população de Bocaina depois. O que me deixa triste é que ele está jogando tudo para o próximo ano. Vai cair tudo para o próximo prefeito", critica.

Ele calcula que precisará de cerca de oito meses para "colocar a casa em ordem" e explica que irá priorizar a saúde e a limpeza pública, setores eleitos pela população do município como os mais problemáticos em uma pesquisa informal realizada por sua equipe antes e durante a campanha.

"Bocaina tinha 11 médicos especialistas e agora só tem um. Também tinha sete dentistas e, hoje, tem só um", revela. "E a segunda coisa que a população pede bastante é limpeza pública. Bocaina está muito suja. Precisamos fazer desde poda e limpeza de sarjeta até pequenas pinturas".

O futuro prefeito também quer destinar recursos para a melhoria da educação, adquirindo novas apostilas e uniformes para os alunos. "E investir bastante nos professores, que estão bem desmotivados", declara. "Eu tenho que ouvir muito a população e fazer um governo de transparência".

Pipoca não pretende cortar cargos comissionados. Hoje, a cidade possui 11 diretorias. "Eu vou cortar as 11 diretorias e transformar em secretarias", anuncia. A medida, segundo ele, é necessária para que Bocaina receba recursos de setores como agricultura e turismo. "O máximo que vou ter de secretarias é 18", garante. "Eu vou ter que criar também o Banco do Povo e o Procon".