| Fotos: Facebook/Reprodução |
| Fisioterapeuta Juliana de Grava Chermont Tucunduva |
| Juliana Chermont lutava pela vida desde o diagnóstico da doença, em abril deste ano; em junho, reportagem do JC mostrou ‘corrente do bem’ em busca de doador |
Morreu nessa quinta-feira (24) em Bauru, aos 32 anos, a fisioterapeuta Juliana de Grava Chermont Tucunduva. Diagnosticada com aplasia medular, uma doença rara, a jovem travou intensa luta pela vida e seguia internada há quase sete meses.
Em agosto deste ano, ela passou por transplante de medula, mas houve reação do organismo, após uma infecção que atacou seu pulmão. A morte ocorreu por volta das 10h de ontem, em um hospital de Jaú.
BATALHA
A aplasia medular é uma doença que altera o funcionamento da medula óssea, provocando falhas na produção de células que compõem o sangue, como as plaquetas.
Juliana descobriu a doença no final de abril deste ano. Em junho, o Jornal da Cidade publicou notícia sobre a “corrente do bem” montada via Facebook e compartilhada por mais de 25 mil pessoas, inclusive de outros Estados e países, para ajudar a jovem a encontrar um doador de medula óssea compatível.
Na época, seu marido, Rodrigo Tucunduva, explicou que a esposa era uma mulher saudável, com vida ativa, até descobrir manchas escuras no corpo. Do dermatologista, eles foram encaminhados a um hematologista, que detectou a possibilidade da doença.
Segundo a família, do começo do tratamento até a morte, ela passou 15 dias internada em um hospital de Bauru e depois foi transferida para Jaú, onde ficou internada por mais 210 dias.
CIRURGIA
Em agosto, em outra reportagem do JC, a família comemorava o encontro do doador 100% compatível e a data marcada da cirurgia. A expectativa era de que, com o precedimento, Juliana, mãe do pequeno Lucas, de 2 anos, poderia se recuperar.
“Ela estava triste e sem ver o filho há dois meses por causa da fragilidade da sua saúde. Ela ficou doente de repente e ninguém sabe o motivo. Ela era uma pessoa fantástica, muito alegre, amiga e cheia de vida”, lamenta o irmão, Gustavo Chermont, 28 anos, no velório.
“Minha filha foi uma grande guerreira, brigou bastante pela vida dela”, acrescentou o pai, Jadyr Fassoni Chermont. Além do marido, do filho, do irmão e do pai, ela também deixa a mãe, Silvana de Grava Chermont.
CREMAÇÃO
O corpo de Juliana é velado na Sala 1 do Centro Velatório Terra Branca. Hoje, por volta das 10h, o corpo seguirá para o Centro Crematório do Cemitério Jardim dos Lírios.