| Priscila Medeiros/Divulgação |
| Demarchi quer cortar gastos com água, telefone e energia |
Atual secretário de Administração, Everson Demarchi assumirá a pasta da Finanças no governo Clodoaldo Gazzetta (PSD). Trata-se do segundo nome confirmado para o primeiro escalão da equipe do prefeito eleito. Diferentemente do ocorrido na apresentação de José Eduardo Fogolin para a Saúde, quando propostas e reformas da campanha eleitoral para o setor foram reiteradas, o novo anunciado sinalizou que adotará a cautela como diretriz para sua atuação.
“O cenário não está bom. Precisamos manter o pé no chão. Já conversei com o Gazzetta reforçando a importância de conseguirmos manter todos os pagamentos para não termos problemas”, disse Demarchi ao Jornal da Cidade, na tarde dessa sexta-feira (25).
O futuro secretário já conhece bem a apertada realidade das finanças do município. Até setembro, atuava como controlador-geral da Prefeitura de Bauru e como braço direito de Marcos Garcia, que responde pela pasta a qual Everson assumirá a partir de 1 de janeiro desde o governo Tuga Angerami. Ele se desincompatibilizou dessas funções para assumir a Secretaria da Administração, em substituição a Célio Bucceroni, realocado para a presidência do DAE.
Nos últimos anos, Demarchi conduziu os trabalhos de planejamento e elaboração dos peças orçamentárias anuais do governo. As estimativas de receitas para 2017, como noticiado pelo JC, não são otimistas, o que já motivou o início das tratativas entre os dois futuros secretários confirmados por Gazzetta.
“A Saúde é prioridade da próxima administração. Estou conversando com o Fogolin nesse sentido”, pontuou. A equipe técnica que responde hoje pela pasta aponta desequilíbrio de mais de R$ 30 milhões entre a expectativa de orçamento e a necessidade de gastos da Saúde para o próximo exercício.
REDUZIR GASTOS
Everson Demarchi elencou como prioridade o aumento de esforços para reduzir despesas da Prefeitura. Como não há perspectivas para diminuição de gastos com pessoal, o caminho apontado pelo virtual secretário de Finanças é focar as contas de energia, água e telefone.
“Em temos de crise, aumenta o número de pessoas que depende dos serviços públicos. A ideia é reverter o que hoje é custeio para a assistência a essas demandas”, frisou.
PROTESTOS
Do outro lado da ponta, a estratégia de Demarchi é ampliar os protestos contra devedores da fazenda municipal, instrumento colocado em prática por Marcos Garcia. “Queremos aumentar o volume dessas iniciativas, que têm surtido bons resultados e evitado as execuções judiciais”.