09 de julho de 2026
Geral

Aos 96 anos, Domício Silveira é exemplo de vitalidade e amor à vida

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Aos 80 anos, o coronel contratou uma professora de informática; até hoje, ele se comunica com os seus amigos por e-mail

Em 29 de julho de 1920, nascia Domício Silveira. Atualmente, aos 96 anos, o coronel aposentado esbanja vitalidade, embora apresente certas dificuldades de ouvir e andar. Ele, que é de Santa Adélia, mas ganhou o título de cidadão bauruense, acredita que o segredo da longevidade seja não ter vícios.

Da infância, ele se lembra que foi uma fase difícil. "Era um menino pobre e só consegui estudar depois dos 15 anos. Na época, entrei na polícia, porque ganhava para estudar e, no final do curso, tinha um emprego", acrescenta.

Em 1946, Domício se casou com Odette Pantaleão Silveira, com quem viveu por 56 anos, uma vez que, em 2002, ela faleceu. Três anos depois, o Quartel General o designou para Bauru, que sediava o 4.º Batalhão de Caçadores - hoje, é o 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I) -, como 1.º tenente.

Domício comandava a 1ª Companhia, que ia de Fernão Dias até Panorama. Quando conquistou o posto de major, foi promovido a coronel e passou a atuar no 9.º Batalhão, em São Paulo, onde ficou até se aposentar, em 1964. Depois, retornou a Bauru.

Antes disso, o coronel aproveitava todo o tempo livre para estudar e tocar violino. "Fiz parte da primeira turma de direito da ITE (Instituição Toledo de Ensino), onde estudei entre 1953 e 1957", menciona. Inclusive, Domício assumiu a direção administrativa da instituição assim que parou de trabalhar. Lá, ele ficou até 1972. 

O coronel chegou a lecionar esgrima na Faculdade de Educação Física e relembra, com carinho, de Toledinho, que era coordenador do conselho gestor da ITE e morreu no último dia 5. "Era um economista que informatizou todas as faculdades da ITE", elogia.

NA UNIVERSIDADE

Depois que perdeu a esposa, Domício decidiu entrar em um programa voltado à terceira idade, vinculado à Universidade do Sagrado Coração (USC). Lá, ele cursou diversas disciplinas, porém, teve de deixar a ideia de lado, porque, no início deste ano, sofreu uma crise de hiperglicemia e foi hospitalizado.

Atualmente, o coronel vive em uma casa de repouso para idosos, mas recebe visitas diárias de sua família e se comunica com os amigos por e-mail. "Quando completei 80 anos, contratei uma professora de informática, afinal, a gente tem de se atualizar", brinca.

Com a falecida esposa, Domício teve dois filhos (Ilka e Marcos), quatro netos (Fábio, Lisandra, Gustavo e Rafael) e quatro bisnetos (Natalia, Beatriz, Rafaela e Gabriel). "Quando olho para trás, chego à conclusão de que minha vida valeu a pena, porque ajudei e fui ajudado", finaliza.