09 de julho de 2026
Nacional

Cinco Estados mais ricos ainda concentram o PIB


| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - Apenas cinco Estados foram responsáveis por quase dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2014, segundo os dados das Contas Regionais, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

São Paulo manteve a liderança na participação do PIB, com uma fatia de 32,2% de toda a economia brasileira, mesmo pErcentual alcançado em 2013. Os demais Estados com maior participação foram Rio de Janeiro (com 11,6%), Minas Gerais (com 8,9%), Rio Grande do Sul (com 6,2%) e Paraná (com 6,0%). Juntos, os cinco Estados responderam por 64,9% do PIB.

Fora os Estados, o maior PIB per capita no País em 2014 foi o do Distrito Federal, que alcançou R$ 69.216,80, seguido por São Paulo (R$ 42.197,87) e Rio de Janeiro (R$ 40.767,26)

O PIB do Brasil em 2014 foi de R$ 5,78 trilhões. São Paulo somou R$ 1,86 trilhão, seguido por Rio de Janeiro (R$ 671,08 bilhões), Minas Gerais (R$ 516,63 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 357,82 bilhões).

Os três Estados com menor geração de riqueza foram Roraima (R$ 9,74 bilhões), Amapá (R$ 13,40 bilhões) e Acre (R$ 13,46 bilhões).

Altas e baixas

O PIB do Estado de São Paulo recuou 1,4% na passagem de 2013 para 2014. No PIB do Paraná, a queda foi de 1,5% em relação a 2013. Minas Gerais teve recuo de 0,7%, enquanto o Rio Grande do Sul diminuiu 0,3%.Segundo o IBGE, houve impacto negativo nesses Estados, sobretudo, das perdas da indústria de transformação no ano.

Na direção oposta, Tocantins teve o maior crescimento no PIB, 6,2%, impulsionado pela agricultura, comércio e construção. Os demais aumentos relevantes foram no Piauí (5,3%), Alagoas (4,8%), Acre (4,4%) e Mato Grosso (4,4%). Em 2014, o PIB brasileiro cresceu 0,5% em relação a 2013.

Administração pública

A administração pública ainda respondia por praticamente um quarto da economia das regiões Norte (24,7%), Nordeste (24,3%) e Centro-Oeste (25,9%) em 2014. Os dados são das Contas Regionais, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Ou seja, esses estados são bastante dependentes dessa atividade de administração pública", ressaltou Frederico Cunha, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE.

Sul e Sudeste seguem com pequena participação da administração pública na economia, 13,8% e 12,7%, respectivamente.