Nova York - O presidente russo, Vladimir Putin, não irá às cerimônias fúnebres de Fidel Castro, em Cuba. Ele se prepara para um importante discurso, afirmou o Kremlin. Ele assim como outros líderes mundiais estão sendo pressionados para não comparecerem. Justin Trudeau, o primeiro-ministro canadense que gerou polêmica ao tecer elogios póstumos a Fidel, também não participará das homenagens oficiais. No sábado, o premiê foi criticado por ter descrito Fidel como "um lendário revolucionário e orador" e "um notável líder". O canadense também foi alvo de críticas da parte de dois senadores republicanos norte-americanos, Marco Rubio (Flórida) e Ted Cruz (Texas), ambos de descendência cubana. Rubio chamou os comentários de Trudeau de "vergonhosos" e Cruz, de "uma desgraça".
Cruz também pressiona para que nenhuma autoridade americana compareça à maratona de homenagens. "Espero que não vejamos os democratas Barack Obama, Joe Biden e Hillary Clinton fazendo fila para tratar um tirano assassino como celebridade". Newt Gingrich, que chegou a ser cotado para secretário de Estado do governo Donald Trump, também fez pressão.
"Sob nenhuma circunstância, o presidente Obama, o vice-presidente Joe Biden ou o secretário Kerry devem ir a Cuba para o funeral de Castro. Ele era um tirano."
HOMENAGEM
Milhares de cubanos começaram ontem a prestar sua homenagem a Fidel Castro, líder da revolução falecido aos 90 anos, no primeiro de uma série de atos que se estenderão até o domingo, quando suas cinzas serão enterradas em Santiago de Cuba. Os cubanos estão entrando um a um na Praça da Revolução, em Havana, onde desfilam diante de um retrato adornado com flores do falecido ditador.
Amanhã as cinzas de Castro começarão uma procissão de três dias em direção ao leste de Cuba, reproduzindo, em direção contrária, a marcha de seu exército rebelde das montanhas de Sierra Maestra até Havana.