10 de julho de 2026
Esportes

Conmebol confirma título da Copa Sul-Americana deste ano para a Chapecoense


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A Conmebol anunciou ontem a Chapecoense como campeã da Copa Sul-Americana de 2016. A decisão foi tomada pelo conselho da entidade após uma reunião em sua sede na cidade de Luque, no Paraguai, e homenageia o clube que foi impedido de disputar a final da competição por causa do trágico acidente aéreo que vitimou boa parte de sua delegação no início da semana passada.

Além de premiar o time catarinense com o maior título de sua história, a decisão da Conmebol renderá à Chapecoense uma importante quantia financeira neste momento de reconstrução. Com o título declarado, o clube garantirá cerca de US$ 5 milhões em premiações no total.

"A Confederação Sul-Americana de Futebol confirma que o Conselho da Conmebol, em sua qualidade de autoridade permanente encarregada de fazer cumprir os estatutos da instituição, decidiu declarar a Associação Chapecoense de Futebol campeã da edição de 2016 da Copa Sul-Americana", explicou a Conmebol em nota.

Com o título, a Chapecoense disputará em 2017 a Libertadores pela primeira vez em sua história e entrará diretamente na fase de grupos. O clube também se garantiu na Recopa Sul-Americana do ano que vem, justamente diante do Atlético Nacional, da Colômbia, com quem estabeleceu uma relação de irmandade neste momento doloroso. Por fim, os catarinenses jogarão, também na próxima temporada, a Copa Suruga Bank contra o campeão da Copa da Liga Japonesa.

Ao decretar a conquista da Chapecoense, a Conmebol também estabeleceu que o clube catarinense receberá "todas as prerrogativas esportivas e econômicas" que o título garante. Desta forma, não só o time catarinense garantirá os US$ 2 milhões (cerca de R$ 7 milhões) pela conquista, como também as quantias referentes à classificação para a Libertadores, para a Recopa e para a Copa Suruga.

Parte fundamental nesta decisão da Conmebol, o Atlético Nacional também foi reconhecido pela entidade. No comunicado, a confederação anunciou que dará ao clube colombiano "o reconhecimento extraordinário do prêmio 'Centenário Conmebol para o Fair Play'". 

Sobreviventes evoluem e só Neto segue em estado crítico

O novo boletim médico sobre os sobreviventes da queda do avião da Chapecoense em Medellín comprovou que os jogadores Alan Ruschel e Jackson Follmann e o jornalista Rafael Henzel seguem evoluindo positivamente no hospital San Vicente, em Rionegro. O zagueiro Neto, no entanto, não tem respondido da mesma forma e continua em estado crítico.

Ao lado do diretor do hospital colombiano, Ferney Rodríguez, o médico intensivista Edson Stakonski e o ortopedista Marcos André Sonagli concederam nova entrevista coletiva ontem e explicaram o estado de cada um dos sobreviventes. E os três foram categóricos ao cravar o quadro de Neto como o mais preocupante.

"Neto tem quadro pulmonar grave, não houve melhora como era esperado", sintetizou Stakonski. "Está em situação muito crítica, sedado. Tem um processo infeccioso pulmonar e um trauma muito grande no tórax, além de respiração mecânica e algumas questões pendentes", completou Rodríguez.

As informações vão ao encontro do que já havia sido noticiado no anteontem. Na ocasião, o boletim informou que o zagueiro era o único que continua entubado. Neto, que foi o último a ser resgatado do acidente com vida, está com pneumonia e ainda depende de ventilação mecânica para respirar.

SEGUNDA CHANCE

Rafael Helzel gravou áudio, ontem, para a rádio Oeste Capital, de Chapecó (SC), onde trabalha, para tranquilizar os amigos e familiares. "Estou com a voz assim porque estou há muito tempo sem usar. Queria dizer que está tudo bem, estamos avançando. Deus me deu uma segunda chance. A gente vai ter que trabalhar muito, todos nós. Mãe, fica bem aí. Tavinho está bem. Um abração para casa, para curar todas as lesões que tive. O importante é que estou vivo e pronto para a próxima", disse o jornalista, com a voz embargada. Tavinho é o filho de Rafael.