| Malavolta Jr. |
| Chefe de Gabinete da Secretaria de Agricultura, Sérgio Murillo, o vereador eleito Roger Barude, Arnaldo Jardim e o presidente do PPS e chefe de Gabinete da Prefeitura de Bauru, Arnaldo Ribeiro |
“Passa a ser preocupante quando ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passam a ser mais conhecidos do que os ministros de governo”. A observação é do deputado federal licenciado, atualmente à frente da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim.
Em passagem pelo JC, nessa terça-feira (6), a liderança do PPS comentou o conturbado momento de crise institucional, agravado pelos embates envolvendo a Côrte Máxima do Judiciário Brasileiro e o Senado Federal, que não cumpriu a decisão que afastou Renan Calheiros (PMDB) da presidência da Casa.
“Nunca vi algo assim. Em situações como esta, a atitude mais recomendada é manter a serenidade. A gente vê, no entanto, ministros do Supremo rivalizando e dialogando publicamente pelos jornais. As questões jurídicas deveriam ser tratadas com muita reserva, mas estão entrando no calor da polarização política”, avalia.
Na mesma linha, o secretário do governo Geraldo Alckmin (PSDB) critica o fenômeno chamado, por teóricos do direito, de “ativismo do Judiciário”. “Acontece no Brasil há um certo tempo e provoca o desequilíbrio entre os poderes. Isso foi muito presente, por exemplo, na regulamentação eleitoral. O argumento dos magistrados era de que havia fragilidades na legislação”, pontua.
TEMER
Arnaldo Jardim refuta as movimentações e articulações que pregam a saída do presidente Michel Temer (PMDB), reiterando que essa reivindicação não constou na pauta dos protestos de rua do último domingo (4).
“Desestabilizar o governo é muito perigoso. Temos um buraco na economia muito maior do que imaginávamos. As medidas de ajuste não terão resultados em curto prazo. Acredito que temos que cobrar Temer sob dois aspectos. Primeiro, ele precisa ser mais explícito ao dizer que não será candidato à reeleição [em 2018] para focar na estabilização da economia. Depois, procurar conjunto de partidos, inclusive de oposição, para propor um pacto nacional em torno de sua reativação”.
PREVIDÊNCIA
O parlamentar licenciado defende ainda que Temer dedique-se a explicar à população a reforma da previdência, apresentada ontem.
“Precisa esclarecer. É uma medida indispensável e, cada dia que a postergarmos, o custo dela ficará mais acentuado. Quando se faz uma reforma dessa, há sempre o risco de que poucos prejudicados se mobilizem, sendo que a maior parte dos brasileiros será beneficiada. Quando há um rombo na previdência, da dimensão em que se observa hoje, toda a sociedade paga, inclusive com o aumento de carga tributária”.
LAVA JATO
Por outro lado, Arnaldo Jardim afirma que o governo Temer precisa se afastar definitivamente do que chama de querelas em torno da Lava Jato. “A população não suporta qualquer ação que não seja de esclarecimento para que essa operação chegue ao fim e puna seus responsáveis”, finaliza.
Na região
Arnaldo Jardim cumpriu agenda na região nessa terça-feira (6), quando se reuniu com produtores agrícolas para discutir assuntos relacionados à secretaria e também dialogou com seis prefeitos eleitos: Vicente Minguili (PMDB - Pederneiras), Pipoca (PPS - Bocaina), Marcos Olivatto (PR - Macatuba), Zequinha Ricci (PMDB - Barra Bonita), Cristina Arantes (PSB - Ibitinga) e Claudio (PMDB - Guarantã).
Dirigente partidário em âmbitos estadual e nacional, ele comemora o crescimento do PPS nas eleições de 2016 em São Paulo: foram mais de 500 vereadores eleitos. O número de prefeitos filiados à legenda no Estado saltou de 22 para 33.