09 de julho de 2026
Bairros

Aves não foram sacrificadas

Ieda Rodrigues
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Apesar da orientação dada pelas equipes da Secretaria Municipal de Saúde, para sacrificar as aves, a maioria das galinhas, gansos, patos e marrecos ainda está viva. O caseiro Reginaldo dos Santos Sales explica que as aves da chácara em que trabalha não foram mortas porque não sabe qual destino dar às carcaças. “Se enterrar aqui, o solo será contaminado. Estamos esperando uma orientação, se é para mandar para o aterro sanitário”, relata.

A assessoria de comunicação da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural da Emdurb (Emdurb) informa que o aterro não é o destino adequado para os animais sacrificados devido à suspeita de contaminação. Peres afirma que não está consumindo ovos e carne, mas também não sabe o que fazer com as cerca de 500 aves da chácara em que trabalha. Ele conta que parte delas morreu nos últimos meses.

Já o pedreiro Jorge Pereira, que está trabalhando perto da casa de Peres, diz que consumiria ovos, aves e o leite das propriedades rurais sem problemas. Ele afirma que trabalhou na fábrica de baterias há mais de dez anos e na época tinha alta concentração de chumbo no sangue. “Eu comeria porque não acho que tem problema”, diz.

Das crianças que moram na região e já foram submetidas a exame de sangue até agora, 76 estão com alta concentração de chumbo. Elas estão sendo encaminhadas para atendimento médico, mas ainda não há informação de que tenha havido alteração neurológica devido à presença do metal no organismo.