Cadê o Roque defendendo o PT e fechamento do shopping aos domingos, cadê o Perazzi de Aquino defendendo Cuba, Venezuela e até o Che Guevara, cadê o Matthiesen esquerdista e petista não assumido, cadê a Bebel Noronha da Apeoesp patrocinadora de caravanas para apoiar Dilma, cadê o D’Incao, com a doutrinação dos alunos e a candidatura que o gato comeu e o discurso do golpe também? Até o Pedro Valentim omite de seu currículo a assessoria a deputado petista, e o Bussola debandou para o PDT.
A esquerda aqui do JC e da cidade sumiu ou encolheu, a ponto de não ser mais encontrada após as eleições. De tão envergonhada, nem debate mais. Certo que eram idéias retrogradas, de um sistema que nunca passou da teoria de Karl Marx e que na prática não funcionou a contento, em lugar nenhum do mundo.
Apesar de tudo isto, seria salutar que se manifestassem, se não para defender o indefensável, pelo menos para fazer contraponto a “bolsamitos” de plantão, a direita “neoevangélica” e políticos corruptos em geral. O que ocorreu? Será que o efeito Trump trouxe pânico ao arraial da esquerda e perderam o discurso e o rumo. Será que não houve golpe e sim uma saturação da população de uma demagogia barata e um populismo decadente em todas as partes do planeta. Por aqui perderam ainda Cunha o adversário escolhido e único a igualar o PT e embarcaram na canoa furada da tese golpe desmentida na avassaladora votação, que na prática excluiu o PT e toda esquerda da base nos municípios brasileiros.
Restaram apenas os nanicos radicais de sempre, sem terra, sem casa, sem voto, sem vergonha e sem bom senso e, incapazes de articular idéias e debatê-las, preferem o quebra-quebra e o terror, só repetem velhos chavões como “O povo unido jamais será vencido”, sem se ater de que o povo, até em sua maioria silenciosa, se uniu e venceu de forma espontânea e pacífica, deu um basta nos anos de escuridão e o aparelhamento do estado e o retrocesso da esquerda.
Perderam o bonde da história, condenando a Operação Lava Jacto, como se fosse uma armação contra eles, sem perceber que o país está sendo passado a limpo, por um grupo de jovens idealistas e obstinados sem coloração política e do partido da lei e da ética. Idolatraram o ex-presidente Lula, que a cada descoberta fica mais clara a sua atuação nefasta à democracia e o desrespeito à lei e ao povo que nele acreditou.
Hoje, nada mais é que uma figura patética se apoiando em qualquer tese, inclusive de tentar se safar condenando o juiz que o julga, desafiando a impunidade, que ele julgava protegê-lo como pessoa acima da lei.