11 de julho de 2026
Geral

Idealizado por Luciano Dias Pires, Bauru Ilustrado completa 42 anos

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Luciano Dias Pires com a primeira edição, lançada em 13 de dezembro de 1974

Há exatos 42 anos, o relações públicas, jornalista e memorialista, Luciano Dias Pires, lançava a primeira edição do Bauru Ilustrado, publicação que nasceu com o intuito de resgatar a história da cidade e de seus mais ilustres personagens. Dois anos depois, o produto virou suplemento do JC e, hoje, é considerado uma das principais referências de memória bauruense.

Nascido em Botucatu, Pires cresceu em meio à imprensa, já que o pai era tipógrafo e a mãe, escritora. Aos dois anos, ele se mudou a Bauru e nunca mais pensou em sair. Noroestino convicto, o jornalista exerceu o cargo de relações públicas da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB) até se aposentar, no dia 1 de julho de 1982.

Antes, decidiu levantar a história da ferrovia, que se mesclava com a do município que a abrigava. Em 1974, teve a ideia de lançar o Bauru Ilustrado, inicialmente, como uma publicação particular. Em 1976, ela se tornou um suplemento do Jornal da Cidade.

Em 1983, o jornalista criou a série “Retrato de Família”, que compõe o Bauru Ilustrado. Desde então, foram publicadas 235 reportagens. O suplemento, composto por 12 páginas, circula uma vez ao mês. “Desconheço que exista qualquer outro material do tipo, até mesmo, em jornais de grande circulação no País”, acrescenta.

EM 1974

Luciano Dias Pires teve a ideia de lançar o Bauru Ilustrado, inicialmente, como uma publicação particular; dois anos depois, ela se tornou um suplemento do JC

Diretor do Grupo Cidade, Renato Zaiden se sente privilegiado em estar à frente de um veículo de comunicação que acreditou e ainda crê na ideia de Pires. “Ele mantém viva, para o maior número de pessoas possível, a memória da cidade. Nosso compromisso é fazer com que o projeto permaneça fortalecido”, argumenta.

MUDANÇAS

Aos 89 anos, Pires alega que escreve o Bauru Ilustrado com a mesma empolgação da primeira edição. Nos últimos 42 anos, muita coisa mudou e o jornalista destaca o que mais chamou sua atenção: a evolução do ensino bauruense.

“Até o final de 1940, Bauru não tinha faculdade - já que o primeiro curso universitário a ser criado, na cidade, foi educação física, na ITE, na década de 50. Hoje, o município é um dos maiores campos educacionais do Estado de São Paulo”, observa.

Para os próximos 42 anos, o jornalista espera crescimento. “Estamos com muitos problemas financeiros, mas acredito que tudo dê certo, porque já acompanhei a evolução da cidade em outra época: vi a construção da NOB, do Automóvel Clube e do Cine Bandeirantes”, finaliza.