09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Intolerância religiosa no Brasil

Nelson Faillace
| Tempo de leitura: 1 min

A religião no Brasil é muito diversificada e caracteriza-se pelo sincretismo. A Constituição prevê a liberdade de religião e a Igreja e o Estado estão oficialmente separados, sendo o Brasil um Estado laico. A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de intolerância, sendo a prática religiosa geralmente livre no país.


O protestantismo chegou ao Brasil no período colonial com as tentativas francesas e holandesas de se firmarem no país. Consolidou-se a partir da abertura dos portos, embora o catolicismo continuasse oficial. Desde a separação estado e religião com a república, o protestantismo floresceu, sendo hoje o segundo maior segmento religioso do Brasil, com cerca de 42,3 milhões de fiéis.


Pierre Richier e Guillaume Chartier, pastores ordenados, celebraram o primeiro culto protestante em terras brasileiras, talvez, nas Américas, no dia 10 de março de 1557.


O budismo chegou ao Brasil no final da década de 1950, e seu crescimento tem sido baseado no processo lento de pequenos grupos, de maneira que os resultados só deverão ser percebidos em longo prazo. Não se tem notícias de nenhum Edito Imperial proibindo os índios de adorarem seu deus Tupã e outros.


Os escravos aqui chegaram trazendo seus deuses, suas crenças e lendas e nunca foram açoitados por isto pelos senhores de engenho ou coronéis do passado. Suas crenças se firmaram e dominaram boa parte do país com seus terreiros de umbanda, seus pais e mães de santo agindo livremente.


Aqui em Lençóis Paulista, povo essencialmente católico, chegou o pastor Vicente Themudo Lessa com a sua Igreja Presbiteriana, viva até hoje em nosso município, sem nenhuma restrição por qualquer parte da população.


Acredito que podemos afirmar que nunca existiu em nosso maltratado Brasil qualquer tipo de intolerância religiosa, a não ser que nos comprovem ao contrário com fatos reais.