Avistamos, num horizonte próximo, terra firme, plana, de ar seco, rodeada por seres desnudos de caráter, confabulando com os "companheiros". Chamaremos esta terra rica de Brasília. Brasília, terra em que o sol irradia calor com seu esplendor, tornando a polis quente com vegetação rala de cerrado.
Seres desnudos de caráter sempre bem afeiçoados, de linguagem complexa e retórica, quase um canto de sereia, que hipnotizam, embriagam quem ouve. A concentração desses seres se espalha por todo terreno, até perder de vista.
Aqui se discute muito sobre apadrinhamento entre esses seres, lembrando um pouco as falácias gregas.
Pois bem, meus "cumpanheiros", observo que esses seres são peças, engrenagens de uma grande máquina extrativista chamada Tio Sam.
Esses seres, em suas falácias, se associam, formando normas e leis com a prerrogativa de favorecimento dos mesmos, empobrecendo e por muitas vezes (sempre) escravizando a plebe.
Plebe que não tem saúde, educação, segurança. Famílias vivendo à beira da miséria, no meio da sujeira que foi imposta por esses seres desnudos de caráter. Extrativismo cruel sem limite chegando a ser insano, um verdadeiro caos.
Terra linda, abastada, próspera, mas com um futuro incerto, sombrio, próximo de uma falência. Pois bem,"cumpanheiro", observo que é pouco viável a nossa aproximação, pois existe uma cólera generalizada em todas as áreas desta polis, em que o remédio da plebe esses seres desnudos de caráter estão tirando o pouco que resta, que é a dignidade, a educação tornando um povo cadavérico. Fico por aqui, fiquem com Deus.
Que Deus tenha piedade de nós.