09 de julho de 2026
Nacional

Moro torna Cabral réu por corrupção e lavagem

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato na primeira instância, abriu ação penal nesta sexta-feira contra o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) por propina nas obras do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), da Petrobrás. O magistrado abriu ação também contra outros seis investigados, entre eles a mulher de Cabral, a advogada Adriana Ancelmo.

Cabral é acusado dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e quadrilha. Segundo a Procuradoria da República no Paraná, o ex-governador teria recebido R$ 2,7 milhões em propinas da empreiteira Andrade Gutierrez, entre 2007 e 2011, referente a obras do Comperj.

Cabral também virou réu na Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato, no Rio, que aponta "mesada" das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia. Segundo a investigação, ele recebia R$ 850 mil por mês. No Rio, o peemedebista é investigado por corrupção na contratação de obras conduzidas em seu governo.

Prisão

Nesta sexta, o Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF2) concedeu liminar determinando o retorno do ex-governador ao presídio de Bangu 8, no Rio. Preso em novembro na Calicute, o peemedebista havia sido transferido para Curitiba no fim de semana passado por decisão do juiz da 7.ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas. Segundo o juiz, Cabral vinha recebendo visitas irregulares.

A liminar de ontem foi deferida pelo desembargador Abel Gomes, relator da Calicute no TRF2. "É imperioso que o custodiado fique próximo ao seu domicílio e meio familiar, à exceção dos casos em que seja concretamente verificada a necessidade da transferência por interesse da segurança pública ou do custodiado", disse Gomes.