O Conselho do Município de Bauru, levado pela responsabilidade e obrigação de posicionar-se publicamente perante o cidadão bauruense, vem através desta, muito respeitosamente, em réplica à afirmação divulgada de que a eleição do referido Conselho teria o caráter de "secreto". O CMB é um recém-criado Conselho, por força da lei que delibera as questões do crescimento urbanístico e rural do município. É constituído pela sociedade civil e agentes do poder público. É fato que todas as reuniões, seja da Diretoria Executiva ou das Câmaras Técnicas, são públicas. Tudo é exaustivamente deliberado dentro do ritual democrático, e devidamente registrado em atas assinadas, como estabelece a Lei, além do que, todo material fica disponibilizado, após a aprovação, no site da Prefeitura Municipal de Bauru, Pasta da Secretaria do Planejamento, além do que, no final do ano anterior, em reunião ordinária, é votado o calendário do ano posterior, sendo que tal documento é publicado no Diário Oficial do Município. Todo trabalho desenvolvido pelos conselheiros é de cunho público e sem remuneração, como empenho e de forma responsável.
É pertinente esclarecer que dentro do Conselho existem muitas divergências entre seus membros e isso é natural e sinal de salubridade, e dentro desse contexto a possibilidade de uma "armação secreta" fica impraticável seja a qualquer membro, ou grupo que assim queira. Quanto à divulgação da eleição, tudo foi feito dentro da Lei, sendo que em um primeiro momento houve a alteração do regimento interno, de forma que fosse incluído um espaço para ficar discriminado como deveria ocorrer o pleito. Assim, no mês de setembro de 2016, foi criada a Comissão Eleitoral, incumbida da realização da eleição do Conselho do Município de Bauru, biênio 2017-2018, formada por 6 conselheiros, conforme deliberado pela plenária do referido Conselho. Em 14/10/2016, a Comissão Eleitoral se reuniu, em reunião ordinária, na Sede da Secretaria do Planejamento, tendo sido deliberado pela aprovação do Edital, bem como definição das datas da eleição em primeira e segunda chamada, eleição da Presidência, Vice-Presidência e Secretaria dos trabalhos da referida Comissão.
Na data de 10/11/2016, 30 dias antes da realização das eleições, foi publicado, pela primeira vez, no Diário Oficial do Município o Edital da Eleição dos membros do Conselho, biênio 2017/2018, tendo tais publicações sido repetidas em 03/12/2016 e 08/12/2016, além de terem sido publicados convites também no Diário Oficial do Município, nas datas de 26/11, 03/12 e 08/12/2016, por fim, tendo sido amplamente divulgado pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura, nos dias 25/11 e 06/12/2016, ou seja, todos os meios de comunicação oficiais do município foram utilizados para que fosse dada ampla divulgação, além do envio de correspondências a várias entidades, cartazes para afixar em ônibus, várias unidades da prefeitura, tais como DAE, Emdurb, Postos de Saúde, CRAS, CREAS, Ong'S, sindicatos, enfim, uma gama de setores da sociedade para que houvesse uma ampla divulgação dos trabalhos, cabendo lembrar que o município não dispõe de verba para utilização de divulgação de tais documentos na imprensa paga.
Porém, tudo isso não foi suficiente, ao menos na visão de alguns, o que fez com que o prefeito atual e o prefeito eleito tomassem uma decisão contundente, qual seja de suspender a realização da eleição, que ocorreria em 09/12/2016, na Câmara Municipal de Bauru, a partir das 18 horas, sob a alegação de que o prefeito eleito gostaria que o pleito fosse realizado já na sua gestão, inclusive sob orientação de sua equipe de transição.
Oras, os presidentes do Conselho do Município de Bauru e da Comissão Eleitoral sequer foram chamados à mesa para decidir sobre a decisão de se suspender a eleição, cabendo lembrar que o Conselho do Município de Bauru é um órgão vinculado à Secretaria do Planejamento, porém, não se subordina ao Chefe do Poder Executivo, pois se assim o fosse estaria sujeito aos seus mandos e desmandos.
Isso tudo causou um grande problema, pois a Comissão Eleitoral foi destituída, com a renúncia de seus membros, o Conselho continua a existir com a mesma formação, porém, sem que haja um calendário de reuniões, causando transtornos aos empreendedores e ao município.
Que fique bem claro à sociedade bauruense que o Conselho sempre agiu, nesses 3 anos de mandato, dentro da transparência e moralidade, de portas abertas e tudo que realizou foi de acordo com as normas e leis, sejam federais, estaduais e municipais, ainda sob a fiscalização do Ministério Público e não aceita o fardo de ser responsável pela não realização da eleição dos membros que comporão o Conselho no biênio 2017/2018, pois, relembramos, sequer foi chamado para opinar sobre a suspensão ou não da realização da eleição, tendo essa atitude tomada à mesa entre o senhor Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça, prefeito atual, e Clodoaldo Armando Gazzeta, prefeito eleito.
Por fim, esclarecemos que a Diretoria Executiva do Conselho está à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários, aguardando o desfecho desse imbróglio que se tornou essa fatídica eleição.