| Malavolta Jr. |
| Com boa campanha na Superliga, Genter/Bauru também se destaca na média de torcedores e tem grande incentivo quando joga no ginásio Panela de Pressão |
Se na tabela de classificação o Genter/Bauru terminou o primeiro turno no quarto lugar da Superliga 2016/17, nas arquibancadas a torcida também faz sua parte. O time é o quarto colocado no ranking dos times com mais torcida nos jogos dentro de seu ginásio. Em média, 1.233,3 pessoas acompanharam o Bauru em cada uma das seis partidas disputadas no ginásio Panela de Pressão.
A campanha em casa é um dos trunfos da equipe, que venceu cinco partidas e perdeu apenas uma, para o atual campeão Rio de Janeiro. Antes, Bauru havia vencido o Minas, na estreia, por 3 a 1, e depois embalou quatro vitórias consecutivas no ginásio do Noroeste, todas por sets diretos (3 a 0), contra Fluminense, São Caetano, Sesi e Brasília. O time acumula portanto 12 sets de invencibilidade diante da torcida bauruense. Ao todo, foram 16 sets vencidos e apenas quatro sets perdidos em casa.
No returno, Bauru terá cinco jogos em casa, contra Praia Clube, Valinhos, Pinheiros, Rio do Sul e Osasco. "A presença da torcida tem nos ajudado muito, nos outros times comenta-se muito que é difícil jogar contra Bauru em casa porque a torcida faz a diferença. E esperamos contar com esse apoio até o final, é fundamental", relata o técnico Marcos Kwiek.
Os melhores públicos em Bauru foram contra o Rio de Janeiro, com 1.900 pessoas, e Brasília, com 1.800 pessoas. O time ainda teve mais de mil torcedores contra o Sesi (1.350), e o São Caetano (1.200). Já diante do Fluminense foram 700 pessoas, e na estreia, com o Minas, o menor público, 450 torcedores presentes.
Apenas outros três clubes conseguiram mais de mil pessoas de média no turno: Praia Clube, Osasco e Minas. O São Caetano detém o recorde de público em um único jogo, 4.782 pessoas na derrota diante do Praia Clube, seguido do Rio do Sul, que levou 4.278 torcedores na derrota para o Rio de Janeiro, porém ambos não mandaram essas partidas em suas sedes, e sim em Manaus-AM e Lages-SC, respectivamente, buscando maior renda. Por isso, esses jogos não foram computados para efeito geral - tanto que o máximo de público que ambos levaram não passou de 800 pessoas, quando atuaram efetivamente em casa.
ATRAÇÃO
O vôlei vem se consolidando nos últimos anos como uma atração para os bauruenses e o público da região, que também comparece às partidas. Esta foi a terceira temporada de Bauru na elite paulista e é a segunda na Superliga. Antes, na Divisão de Acesso do Estadual e na Superliga B, bons públicos já haviam sido registrados (no jogo do acesso para a Superliga, em 2015, por exemplo, o ginásio estava lotado), porém a cobrança de ingressos começou efetivamente a ocorrer quando o Vôlei Bauru passou a disputar a elite paulista e nacional. E a torcida seguiu correspondendo nas arquibancadas.
A diretoria também tem procurado trazer torcedores que ainda estavam pouco habituados a ir ao ginásio, como crianças de escolas públicas e de outros projetos sociais e esportivos. Elas entram de graça, com agendamento prévio da escola/entidade em alguns dos jogos da equipe no Panela de Pressão. Torcedores do Noroeste também tem marcado presença no ginásio, com direito a "batuque" e faixas para animar o público.
Para esta Superliga, a diretoria manteve os preços que já eram praticados no Paulista, com a arquibancada a R$ 15,00 e cadeira a R$ 30,00. Em algumas partidas, houve "venda casada" de bilhetes, devido a proximidade de dois jogos no Panela, e com brindes como squeeze. "Nossa avaliação é de que o público tem sido bom, mas com espaço para crescer ainda. A qualidade dos jogos, de nível de Superliga, pode ter casa cheia em todas as rodadas", acredita o presidente da Associação Vôlei Bauru, Adriano Pucinelli. "Certamente as promoções e a presença das crianças e jovens das escolas ajudou a motivar e aumentar a presença de público, mas o número de pessoas que pagam ingressos tem aumentado também. Jogos contra Praia Clube, Osasco e Rio de Janeiro sempre atraem os maiores públicos, pelo próprio jogo em si", avalia.
Próximos jogos
Na sequência da temporada, o Genter/Vôlei Bauru espera seguir com o apoio do público. Para a Copa do Brasil, cujo mando de quadra na primeira fase, contra o Praia Clube, é da equipe bauruense, a diretoria ainda avalia se a partida será no ginásio Panela de Pressão. "Isso será definido na próxima semana. Pode ser uma oportunidade de levarmos o jogo para a região, pois não afeta a Superliga e já teremos um confronto pela Superliga agora com o Praia Clube no Panela. Mas isso será definido com calma", explica o presidente do Vôlei Bauru, Adriano Pucinelli.
Em relação a partidas da Superliga, a intenção é não alterar o mando para outros locais. "Sabemos da força do time atuando em casa e que a campanha nossa até aqui merece o prestígio do torcedor. Como eu disse, jogos contra Rio de Janeiro, Osasco e Praia Clube já têm casa cheia. Eventualmente, algum jogo menor podemos até levar para alguma cidade da região, mas não tem nada definido sobre isso. Nossa prioridade é sempre atuar no Panela de Pressão, em Bauru", conclui.