09 de julho de 2026
Nacional

Associação de PMs e bombeiros pede cancelamento do Réveillon em Copacabana


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A Aomai (Associação de Oficiais Militares Ativos e Inativos da PM e do Corpo de Bombeiros) publicou nesta quarta-feira uma carta pedindo que a Prefeitura do Rio cancele o Réveillon em Copacabana por conta da "grave crise política e financeira que atravessa o Estado". 

Os festejos na praia da zona sul carioca --queima de fogos e apresentações musicais-- costumam atrair 2 milhões de pessoas e custam cerca de R$ 5 milhões. O evento também acabou sendo atingido pela instabilidade econômica, e a prefeitura reduzirá a duração da queima de fogos de 16 para 12 minutos.

Pagamento do município

A partir desse ano, as despesas com as atividades do Réveillon em Copacabana não serão mais pagas integralmente pelos patrocinadores, como ocorria anteriormente.

No documento, os policiais e bombeiros afirmam que a crise nas finanças do Executivo tem gerado uma onda de protestos violentos e que o Réveillon poderia servir como palco para novas manifestações.

Pagamento

A assessoria do governo carioca não se pronunciou sobre o assunto e preferiu falar que equacionou o pagamento de servidores da Secretaria da Fazenda. Além disso, pagou o 13o. aos professores.

Enquanto parte dos servidores do Rio têm recorrido a doações para sobreviver aos atrasos nos salários, os funcionários das áreas de Educação, Fazenda e Planejamento receberam dinheiro em suas contas nesta quarta. 

Os primeiros, que já são priorizados no calendário de pagamentos mensais, receberam o 13º de 2016, pago com adiantamento de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) feito pelo governo federal.

O pagamento, porém, foi feito apenas aos servidores da ativa. Os aposentados terão que esperar o calendário do governo estadual para o pagamento do 13º salário.

Já os servidores das áreas de Fazenda e Planejamento receberam o salário integral de novembro, sob a justificativa de "evitar imprevistos no processamento da folha de pagamento do funcionalismo público e também para não prejudicar a arrecadação tributária", segundo informou a Secretaria de Fazenda.