09 de julho de 2026
Geral

Entra ano, sai ano e valetas profundas ficam sem solução

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Um dos pontos mais preocupantes, segundo a Obras, é o cruzamento entre a avenida Duque de Caxias e a rua Agenor Meira

Não é preciso andar muito para encontrar valetas profundas espalhadas pelas ruas de Bauru e motoristas que tenham caído nestas “armadilha”. E o ano termina sem solução. A Secretaria Municipal de Obras listou exemplos de locais críticos, porém, assume que não tem dinheiro para tapá-los.

É o que revela o titular cessante da pasta, Sidnei Rodrigues. Segundo ele, as valetas mais profundas estão em quase toda a extensão da avenida Nossa Senhora de Fátima, além das ruas Araújo Leite e Antônio Alves - saindo da Duque de Caxias até o Altos da Cidade - e o cruzamento entre a Duque de Caxias e a Agenor Meira. “Estão grandes e prejudicam, até mesmo, veículos maiores, como caminhões e ônibus”, acrescenta.

Perto do Jornal da Cidade, inclusive, dois pontos chamam a atenção: os cruzamentos entre as ruas Belém e Benjamin Constant, bem como a Hermínio Pinto e a Constituição, ambos na região do Jardim Higienópolis.

De acordo com o secretário, o custo para tapar cada valeta seria de R$ 6 mil. Ele, contudo, não estima quantas precisariam do reparo.

Rodrigues explica que, em alguns casos, o aprofundamento das valetas é gerado pelo recapeamento das ruas, fato que eleva a espessura do pavimento. Em outros, o modelo é bastante antigo. “Antigamente, era comum que as valetas fossem fundas, porque auxiliavam na captação da água da chuva”.

Porém, a verdadeira função da estrutura é captar a água decorrente da lavagem de quintais. “Em casos em que a valeta exerce a função de captar água da chuva, não podemos interferir. Eu consegui eliminar três estruturas vinculadas à avenida Nossa Senhora de Fátima, mas o projeto não foi para a frente, porque faltou recurso”.

ATÉ FAROL DE MILHA

Dona de uma marmitaria localizada em frente ao cruzamento das ruas Hermínio Pinto e Constituição, onde há uma valeta enorme, Vera Lúcia Rodrigues Alarcon, de 65 anos, chegou a ver até farol de milha sendo deixado para trás. “O carro passou sobre o obstáculo e não teve jeito, saiu no prejuízo”.

Dono de um bar situado entre a Duque e a Agenor Meira - um dos pontos mais críticos, segundo o secretário de Obras -, José Marcos Custódio, de 50 anos, se diz acostumado com a quantidade de motociclistas que caem ao passar pela valeta.

Lá, também, é comum que os veículos deixem para trás alguns de seus itens, como o farol de milha e o para-choque. “Já virou rotina e me acostumei com o barulho proveniente da colisão entre a valeta e os carros”, finaliza.