| Divulgação |
| O professor da Unesp de Bauru Adalberto da Silva Retto Junior, o estudante Luis Gustavo Bonora Vidrih Ferreira, além dos professores da FAU/USP Mônica Junqueira de Camargo e Hugo Segawa; o trabalho foi apresentado à banca no último dia 16 na FAU/USP da capital |
O trabalho final do curso de arquitetura do bauruense Luis Gustavo Bonora Vidrih Ferreira resultou no mapeamento de 52 obras modernas na cidade. Do total, o estudante analisou, com detalhes, 11 imóveis situados na região sul, onde há maior concentração de casas modernas. O rapaz apresentou o trabalho no último dia 16, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP).
Ferreira explica que, inicialmente, se dedicou a um levantamento mais amplo sobre as obras modernas, momento em que identificou que a cidade abriga 52 locais resilientes, ou seja, que não foram demolidos ou descaracterizados. Para tanto, o estudante vistoriou a área externa de todos esses locais.
O próximo passo foi buscar a documentação dos projetos dos imóveis junto à Prefeitura de Bauru. Ferreira teve acesso ao material referente às 11 casas, sendo que sete estão no Jardim Estoril, três entre as vilas Noemy e Samaritana e uma no Jardim Panorama. “Cheguei à conclusão de que a região sul, do Altos da Cidade, abriga o maior número de casas modernas”, acrescenta.
Ferreira relata que a tendência se disseminou após a construção de Brasília, na década de 50, fase áurea da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB). A partir da instalação da ferrovia, em Bauru, a área que cercava os trilhos passou a abrigar casas simples, onde residiam os trabalhadores. Logo, a classe média migrou em direção à região sul e investiu na arquitetura moderna.
GRANDES NOMES
Entre os grandes nomes responsáveis pelas obras modernas, o estudante destaca os arquitetos Fernando Pinho, João Cacciola, Jurandyr Bueno e Nelson Marcondes do Amaral, bem como os engenheiros Assahi Kawaguti e José Roberto Arieta.
Ferreira acrescenta, ainda, que a arquitetura moderna está relacionada ao pensamento racional, portanto, é bastante geométrica. Além disso, as construções não se prendem ao alinhamento dos lotes e prezam pelo conforto, acima de tudo.
“É um movimento que já passou, mas ainda inspira muitos profissionais da área. Atualmente, ainda usa-se a tecnologia do concreto armado - com ferragens - e o pano de vidro, ao invés de paredes, para separar os cômodos”, observa.
Agora, o estudante pretende dar continuidade à pesquisa, através da pós-graduação. Antes, ele gostaria de, quem sabe, elaborar um projeto dentro da cidade que o inspirou.
Casas modernas
Em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), intitulado “Casas modernas em Bauru”, Luis Gustavo Bonora Vidrih Ferreira analisou, com detalhes, 11 imóveis modernos da cidade. O Jornal da Cidade selecionou seis e, em cada um deles, apontou alguns traços dessa tendência.