08 de julho de 2026
Geral

Conjuntivite em alta: cuidado com o ar gelado

Pedro Zuazo
| Tempo de leitura: 2 min

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O uso excessivo do ar-condicionado é um dos principais motivos para o aumento dos casos de conjuntivite

Refresco para a pele durante o verão, o ar-condicionado pode se tornar um vilão para a saúde dos olhos. O uso excessivo do aparelho é um dos principais motivos para o aumento de 15% a 20% na incidência de casos de conjuntivite durante a estação mais quente do ano, segundo Mário Motta, diretor da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

“O ar-condicionado resseca o ambiente, e, como consequência, a lágrima. A lágrima tem uma película que contém anticorpos para combater infecções, e precisa ser renovada continuamente. Em ambientes mais secos, ela evapora mais rápido, e as defesas diminuem”, explica Motta.

O confinamento de um grande número de pessoas num mesmo ambiente e a variação de calor são fatores que podem contribuir para o contágio. O entra-e-sai de lugares com diferentes temperaturas diminui as defesas do organismo e também favorece a proliferação de vírus. “Quanto mais pessoas houver num mesmo ambiente, maior a possibilidade de contágio - diz o especialista.”

Os principais sintomas da conjuntivite são olho vermelho e lacrimejante, inchaço nas pálpebras, intolerância à luz e visão embaçada ou borrada.

No caso da conjuntivite causada por bactéria, em geral a secreção é amarelada e purulenta. Já a conjuntivite viral apresenta secreção mais limpa e aquosa. “Em 90% dos casos, o médico descobre o tipo de conjuntivite sem dificuldades. Na dúvida, ele colhe material e faz exame para identificar.”

A conjuntivite bacteriana é tratada com antibiótico. Já a viral não responde à medicação. Nos dois casos, o uso de colírio alivia o incômodo.

Higiene: a maior defesa

O contágio da conjuntivite se dá principalmente pelas mãos. Quando uma pessoa com a infecção coça os olhos, e, depois, toca em algo - seja uma maçaneta ou uma toalha de rosto -, cria ali um foco de contaminação. “O vírus não voa. Ficar em frente a alguém contaminado não é suficiente para se contaminar. O contágio se dá pelas mãos”, diz Motta.

Por isso, é fundamental manter boa higiene, lavar as mãos com frequência e não reutilizar lenços de papel. Em caso de contaminação, o paciente deve ser isolado do contato social e não deve compartilhar itens que entram em contato com os olhos.