| Fotos: Malavolta Jr. |
| Donizete foi morto com tiro no olho na quadra 4 da rua Prof. Aracy Santinho Barbieri, no Jd. Godoy |
| Carlos Eduardo Silva Junior foi executado com quatro tiros na quadra 1 da rua Vinte, no Fortunato |
Dois crimes registrados em menos de quatro horas em bairros distintos de Bauru terminaram com duas pessoas mortas a tiros. Os casos, registrados na noite da última quarta-feira (11) e na madrugada dessa quinta-feira (12), seguem em investigação pela Polícia Civil de Bauru. Até o final dessa quinta-feira (12), ninguém foi preso.
Os registros engrossam a estatística de homicídios em Bauru, que, somente nos doze primeiros dias de 2017, já chega a seis assassinatos. No ano passado, janeiro inteiro teve três mortes, resultantes de um caso de triplo homicídio.
Ambos os casos recentes indicam execução. Donizete Aparecido Pícolli Maia, de 29 anos, vulgo Alemão, foi morto com um tiro na região dos olhos, em frente a uma casa na quadra 4 da rua Professora Aracy Santinho Barbieri, no Jardim Godoy.
O segundo crime vitimou Carlos Eduardo Silva Júnior, de 23 anos, atingido por quatro tiros na região da cabeça em um terreno na rua Vinte, no Núcleo Fortunato Rocha Lima. Ele chegou a ser socorrido e internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB), mas morreu ontem por volta das 12h10.
Ambas as vítimas, segundo a Polícia Civil, possuíam antecedentes criminais e ligação com o mundo das drogas.
VINGANÇA
Informações da Polícia Militar dão conta de que Donizete caminhava pela rua quando foi alvejado por ocupantes de um carro, supostamente um Fiat/Pálio, de cor prata, e uma moto, de modelo não informado e de cor escura. O primeiro disparo não acertou a vítima, que tentou entrar em uma casa para se esconder, mas não conseguiu e acabou morta em frente à residência, após um segundo tiro acertar seu olho.
“Os policiais informaram que uma pessoa que estava no local disse apenas ter ouvido: ‘vai, vai, vai’, e, na sequência, o disparo”, comenta o capitão Milton Maciel, coordenador operacional interino do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I).
O Samu foi acionado, mas apenas constatou o óbito. Donizete, segundo a polícia, era usuário de crack.
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG), responsável pelo caso, instaurou inquérito e trabalha para estabelecer a autoria dos disparos. “Foi uma execução, acreditamos que o Donizete tenha sido morto por vingança em relação a um outro crime”, resume o delegado Marcelo Firmino.
TRAFICÂNCIA
No caso registrado no Fortunato, a vítima ainda estava viva quando os policiais militares chegaram ao local. Uma testemunha disse aos PMs que apenas escutou os disparos e informou que o rapaz, não identificado até então, era uma pessoa conhecida no bairro.
O Samu foi acionado e encaminhou Carlos Eduardo até o Pronto-Socorro Central (PSC). Na sequência, ele foi transferido para a UTI do Base e morreu no final da manhã. O corpo foi encaminhado ao IML sem identificação.
No início da tarde, o delegado Marcelo Firmino conseguiu atestar a identidade da vítima. “Ele era morador do Jardim Carolina e possuía ligação direta com o tráfico”, comenta o delegado, ressaltando ter instaurou inquérito para apurar a real motivação e autoria desta segunda execução.
Dobro de mortes
Os dois casos registrados entre ontem e anteontem engrossam com uma triste e preocupante estatística na cidade: só nos doze primeiros dias de 2017, seis pessoas foram assassinadas em quatro diferentes crimes registrados em Bauru.
O número é o dobro do registrado em janeiro todo do ano passado, quando, em uma única ocorrência, três mulheres foram assassinadas, na Vila Industrial.