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| Edmir (guitarra), P.A.D. (bateria e vocal), Jé (baixo) e Vitor (guitarra): banda Overthrash faz, hoje, show especial para o aguardado lançamento do seu primeiro CD |
Em 1987, nasceu em Bauru a banda Overthrash. A cidade era referência na cenário do thrash metal e gravações do grupo foram longe, até para fora do País. De lá para cá, muita coisa mudou, da realidade musical à formação do grupo, que por vários anos tocou apenas em situações especiais.
A partir de 2012 surgiu nos músicos a vontade de resgatar a história, regravar canções, compor novidades e mostrar que o estilo continua vivo. Em 2015 a banda fez um financiamento coletivo para a gravação de um CD através do site Catarse. O projeto teve grande sucesso e o resultado será conhecido a partir desta sexta-feira.
Nesta sexta-feira (13), a Overthrash lança o álbum “Until Death” (Até a morte) em show a partir das 23h30, no Armazén Bar. O evento conta com as participações das bandas Sociopata e Elephant King.
“São nossos amigos e é importante que estejam com a gente nesse momento. Isso torna o evento mais eclético, agregando público e expandindo a mente, além de fortalecer a cena musical”, aponta P. A. D., baterista e vocal da Overthrash.
Além de dele, faz parte da banda desde os seus primórdios o guitarrista Edmir Almeida. Há cinco anos chegou Vitor Caricati, também na guitarra, e, em 2014, o baixista Jé Tarzia.
AOS AMIGOS
Nos sete primeiros anos de Overthrash, a banda tocou em mais de 20 cidades do interior paulista e gravou duas “demos” e um compacto, que levaram seu som para diversas parte do Brasil e do exterior. “O thrash metal era muito mais forte do que hoje, havia mais união entra as bandas e espaços para shows”, lembra P. A. D.
“Esse CD é o reflexo das amizades que fizemos nos anos 80 e 90. Estamos fazendo esse trabalho em nome dos amigos. Bauru era referência no metal o disco é a celebração daquele tempo bom. Estou feliz das pessoas terem um pouco da nossa história”.
De acordo com o músico, até grandes bandas referenciais do gênero começaram a experimentar novas sonoridades e perderam a essência.
“O público também mudou. As pessoas eram apaixonadas pelo thrash e agora muitas não interagem, ficam paradas ouvindo... O agito e a energia característicos dos shows se perdeu”, lamenta o baterista.
Apesar disso, há ainda muitos fãs do gênero, tanto que os apoiadores da campanha de financiamento coletivo de “Until Death” já receberam suas recompensas, inclusive o CD, e a repercussão está sendo muito boa.
“A intenção é disponibilizar as músicas na internet e levar o CD até pessoas que fizeram fazer dessa história, aos amigos de Bauru e outras cidades. Também tocar em situações especiais, seja numa garagem ou em festivais”.
O disco, gravado no estúdio RMS, de Agudos, e masterizado em São Paulo, tem uma introdução e sete músicas: quatro regravações da Demothrash II, de 1989, uma canção de 1990 que nunca tinha sido gravada e duas novas.
“As letras, todas em inglês, falam da realidade das ruas, de coisas que atormentam a alma, tiram a paz. O som é violento, pesado e rápido, mas nem por isso deixa de ser agradável. Trabalhamos muito a sonoridade nesse CD”, finaliza o baterista.
O álbum será vendido a R$ 20,00. Informações pela página da Overthrash no Facebook.
Serviço
Lançamento do CD “Until Death”, da banda Overthrash: nesta sexta-feira (13), a partir das 23h30, no Armazén Bar (rua Quintino Bocaiuva, 2-20). Entrada: R$ 15,00.