| Malavolta Jr. |
| Trabalhadores fizeram protesto pacífico na tarde dessa sexta-feira (13) |
Centenas de trabalhadores do frigorífico Mondelli se mobilizaram, nessa sexta-feira (13), reivindicando celeridade no processo judicial que discute a falência da empresa para que a fábrica e os bens dos sócios-proprietários sejam leiloados.
Inicialmente, os funcionários planejavam bloquear a Marechal Rondon por uma hora, mas só pararam por 30 minutos o prolongamento da Nuno de Assis, que dá acesso à região do Mary Dota.
Coordenador da comissão de empregados do Mondelli, Luís Carlos Martins alegou que a ViaRondon obteve liminar impedindo o protesto nas pistas de sua circunscrição. A reportagem acionou a assessoria da concessionária, que não retornou o contato.
Os trabalhadores caminharam do frigorífico até o local do protesto escoltados pela PM. Os acessos à pista interditada pelo ato foram bloqueados pela Emdurb e pela Polícia Rodoviária. Quem dirigia para o sentido Mary Dota precisou desviar pelo Santa Luzia.
Depois de clamarem pelo leilão, os funcionários formaram um círculo e rezaram. Durante a maior parte do tempo, foram acompanhados por cerca de 20 integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL), que, há seis meses, ocupa uma propriedade ligada a sócios da empresa.
Os vereadores Markinho da Diversidade (PP) e Sandro Bussola (PDT) também participaram. Os dois disseram apoiar o interesse dos trabalhadores, que chegam a mais de 2 mil, se considerados os indiretos.
ENTENDA
O ato teve como objetivo chamar a atenção da ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sediado em Brasília, para o imbróglio em torno do processo de falência do Mondelli. Depende dela o julgamento de um recurso que, sem definição, levou o Tribunal de Justiça (TJ-SP) a suspender o leilão da fábrica e outros bens de sócios que estava agendado para o próximo dia 26.
A venda dessas propriedades é apontada, pelos funcionários, como solução para sanar a maior parte das dívidas do frigorífico e a garantia dos 620 empregos diretos pelos próximos 15 anos.
A suspensão do leilão, porém, levou a Hapi Comércio Alimentícios, maior credora da empresa e designada para conduzir o processo de recuperação da fábrica desde 2013, a renunciar à incumbência de geri-la, em função do longo prazo de indefinições, fato que maximizou as incertezas que assolam os trabalhadores.