Credibilidade e determinação na estratégia traçada pela nova direção do Banco Central, sob o comando de seu presidente Ilan Goldfajn, é que permitiram esta ousada, porém, sustentável decisão de reduzir a Taxa Selic em 0,75%, passando para 13% ao ano! Com crédito restrito e caro, consumo baixo e queda acentuada da inflação de 10,67%, em dezembro de 2015, para 6,29% em 2016, foi o bastante para justificar, repito, esta ousadia do BC nesta última reunião do Copom. E se confirmarem as previsões dos analistas de que a Taxa Básica vai encerrar o ano de 2017 em 10,5%, teremos uma economia já neste ano de R$ 57,4 bilhões sobre o pagamento de juros da dívida pública, hoje, acima de R$ 5 trilhões. Cada queda de 1 ponto porcentual na Selic significa, em 12 meses, uma economia de R$ 21,4 bilhões, e com a vantagem de poder alavancar o crescimento do PIB em 0,4%, conforme estudo do economista da LCA, Bráulio Borges. Este é um momento importante de transição da nossa economia que, com esse governo Temer, passa por uma grande reestruturação visando a retomada do crescimento econômico! E com a já aprovação da PEC do Teto, e de outras reformas como da Previdência e trabalhista, na agenda do Congresso, é uma demonstração de que estamos no caminho certo, ou, finalmente na hora da colheita...