08 de julho de 2026
Esportes

Aqui dá praia!

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 6 min

Aceituno Jr.
Frequentadoras assíduas, Kely Fôlego e Eliana Cavalheiro se aquecem para iniciar partida nas quadras da Getúlio

Quem disse que precisa de mar para jogar vôlei de praia? Em Bauru, muita gente mostra que mesmo no Interior é possível praticar uma modalidade que nasceu em cidades litorâneas. A origem do esporte remete aos Estados Unidos, mais precisamente na Califórnia, como uma adaptação do voleibol indoor (mais conhecido como "vôlei de quadra").

Desde 1996, o vôlei de praia é modalidade olímpica. E o Brasil é uma das grandes potências mundiais, ao lado dos Estados Unidos. As duplas brasileiras já ganharam 13 medalhas olímpicas, sendo três de ouro - os norte-americanos subiram mais vezes ao primeiro lugar do pódio, seis ao todo, mas tem menos medalhas no total, dez.

Em terras brasileiras, a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, é a grande "meca" desse esporte - foi inclusive palco dos jogos do vôlei de praia nas Olimpíadas do ano passado. Em Bauru, a modalidade ganhou impulso em 2014, quando foram construídas quatro quadras para a prática do vôlei de praia, na avenida Getúlio Vargas. Desde então, a cidade já recebeu etapas de competições nacionais desse esporte, inclusive um "Open", em 2015. Todas as quadras ficam ocupadas, principalmente no final da tarde, quando há até uma "fila de espera" para o uso do espaço, que é público e gratuito.

MIGRAÇÃO

Com a implantação das quadras de vôlei de praia, há quase três anos, muitos bauruenses que jogavam apenas o voleibol indoor passaram a atuar também na areia. "Como Bauru não tem praia, a maioria jogava só quadra, e agora veio pra areia. Depois de um tempo, o pessoal foi pegando entrosamento e conhecendo mais gente", explica a comerciante Kely Fôlego, de 42 anos, que joga no local todos os sábados pela manhã, a exemplo da administradora financeira Eliana Cavalheiro, de 50 anos, e do contador Alex Komiyama, de 37 anos.

"A gente chega bem cedo para conseguir a quadra e começa a jogar por volta das 8h. Todos aqui vieram da quadra, antes eu cheguei a jogar vôlei de praia, mas depois fiquei mais na quadra mesmo. Agora que voltei pra areia", comenta Eliana. "Esse é um espaço público, em que todos têm acesso, isso facilita", completa Kely. "Na verdade, até falta espaço, se tivesse mais quadras por aqui ou em outros pontos da cidade, teria demanda", relata Alex.

MISTURADO!

Entre os frequentadores do espaço na avenida Getúlio Vargas, está o atleta profissional Marcos Cabral, de 27 anos. Ele, que é carioca, está em Bauru há um ano e meio, e já defendeu a cidade nos Jogos Regionais de 2016. "O vôlei de praia é relativamente novo, mas já tem muita gente que joga. Bauru não tem praia, mas tem essas quadras na Getúlio, que são excelentes. Aqui é um lugar alto, então tem vento, como na praia. Só falta o mar mesmo (risos) para dar um mergulho depois do treino", explica.

O vôlei de praia em Bauru tem a característica de integrar quem joga profissionalmente, caso do Marcos, com pessoas que atuam de forma amadora, por gostar da modalidade, como Osmar Balmant Júnior, de 34 anos, que participava de uma partida com o colega profissional nesta semana. "Eu vim do vôlei de quadra, tem as adaptações, como a quantidade de pessoas por equipe, que no indoor são seis e na praia só duas pessoas, então você tem que se acostumar no posicionamento, porque é só você e mais um colega de equipe", relata.

MELHORIAS

Os praticantes do vôlei de praia em Bauru elogiam a construção das quadras da avenida Getúlio Vargas, que possibilitou o desenvolvimento da modalidade, porém citam algumas melhorias que são necessárias ao local, como banheiro, bebedouro e iluminação, pois muita gente poderia praticar o esporte no período da noite, sobretudo no verão, por conta do calor.

Hora de se mexer!

Quem disse que precisa de mar para jogar vôlei de praia? Em Bauru, muita gente mostra que mesmo no Interior é possível praticar uma modalidade que nasceu em cidades litorâneas. A origem do esporte remete aos Estados Unidos, mais precisamente na Califórnia, como uma adaptação do voleibol indoor (mais conhecido como "vôlei de quadra").

Desde 1996, o vôlei de praia é modalidade olímpica. E o Brasil é uma das grandes potências mundiais, ao lado dos Estados Unidos. As duplas brasileiras já ganharam 13 medalhas olímpicas, sendo três de ouro - os norte-americanos subiram mais vezes ao primeiro lugar do pódio, seis ao todo, mas tem menos medalhas no total, dez.

Em terras brasileiras, a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, é a grande "meca" desse esporte - foi inclusive palco dos jogos do vôlei de praia nas Olimpíadas do ano passado. Em Bauru, a modalidade ganhou impulso em 2014, quando foram construídas quatro quadras para a prática do vôlei de praia, na avenida Getúlio Vargas. Desde então, a cidade já recebeu etapas de competições nacionais desse esporte, inclusive um "Open", em 2015. Todas as quadras ficam ocupadas, principalmente no final da tarde, quando há até uma "fila de espera" para o uso do espaço, que é público e gratuito.

MIGRAÇÃO

Com a implantação das quadras de vôlei de praia, há quase três anos, muitos bauruenses que jogavam apenas o voleibol indoor passaram a atuar também na areia. "Como Bauru não tem praia, a maioria jogava só quadra, e agora veio pra areia. Depois de um tempo, o pessoal foi pegando entrosamento e conhecendo mais gente", explica a comerciante Kely Fôlego, de 42 anos, que joga no local todos os sábados pela manhã, a exemplo da administradora financeira Eliana Cavalheiro, de 50 anos, e do contador Alex Komiyama, de 37 anos.

"A gente chega bem cedo para conseguir a quadra e começa a jogar por volta das 8h. Todos aqui vieram da quadra, antes eu cheguei a jogar vôlei de praia, mas depois fiquei mais na quadra mesmo. Agora que voltei pra areia", comenta Eliana. "Esse é um espaço público, em que todos têm acesso, isso facilita", completa Kely. "Na verdade, até falta espaço, se tivesse mais quadras por aqui ou em outros pontos da cidade, teria demanda", relata Alex.

MISTURADO!

Entre os frequentadores do espaço na avenida Getúlio Vargas, está o atleta profissional Marcos Cabral, de 27 anos. Ele, que é carioca, está em Bauru há um ano e meio, e já defendeu a cidade nos Jogos Regionais de 2016. "O vôlei de praia é relativamente novo, mas já tem muita gente que joga. Bauru não tem praia, mas tem essas quadras na Getúlio, que são excelentes. Aqui é um lugar alto, então tem vento, como na praia. Só falta o mar mesmo (risos) para dar um mergulho depois do treino", explica.

O vôlei de praia em Bauru tem a característica de integrar quem joga profissionalmente, caso do Marcos, com pessoas que atuam de forma amadora, por gostar da modalidade, como Osmar Balmant Júnior, de 34 anos, que participava de uma partida com o colega profissional nesta semana. "Eu vim do vôlei de quadra, tem as adaptações, como a quantidade de pessoas por equipe, que no indoor são seis e na praia só duas pessoas, então você tem que se acostumar no posicionamento, porque é só você e mais um colega de equipe", relata.

MELHORIAS

Os praticantes do vôlei de praia em Bauru elogiam a construção das quadras da avenida Getúlio Vargas, que possibilitou o desenvolvimento da modalidade, porém citam algumas melhorias que são necessárias ao local, como banheiro, bebedouro e iluminação, pois muita gente poderia praticar o esporte no período da noite, sobretudo no verão, por conta do calor.