| Reprodução/Facebook |
| Vágner Furtado de Moura estava desaparecido desde sábado, quando saiu de casa para andar de bicicleta |
A Polícia Civil de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) tenta identificar o responsável por matar e atear fogo no corpo do repositor Vágner Furtado de Moura, de 38 anos. Ele estava desaparecido desde o último sábado (14) e foi encontrado por populares na segunda-feira (16), às margens de um córrego no bairro Faxinal.
A vítima morava no Jardim das Nações e, conforme divulgado pelo JC, saiu de casa de bicicleta no sábado, por volta das 21h, e não retornou mais. Preocupados, familiares comunicaram o seu desaparecimento à polícia e publicaram a foto dele em redes sociais pedindo ajuda para encontrá-lo.
Na segunda-feira, por volta das 16h50, uma pessoa avistou um corpo parcialmente carbonizado em uma área de mata às margens do Córrego Faxinal, na zona rural, e telefonou para a base da PM. Quando os policiais chegaram, constataram que se tratava de Moura, que foi reconhecido por familiares.
Além das queimaduras, de acordo com a polícia, um pedaço da prótese dentária que ele usava foi encontrado em meio a uma poça de sangue. A bicicleta do repositor, avaliada em R$ 1,4 mil, o aparelho celular dele e a carteira com documentos pessoais e cartões bancários não foram encontrados.
A Polícia Civil acompanhou a perícia no local e o corpo da vítima foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru para realização de exame necroscópico, que irá determinar as causas da morte. Nesta terça-feira (17), o corpo de Moura foi sepultado no Cemitério Municipal de Lençóis Paulista.
INVESTIGAÇÕES
O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio doloso. O delegado Renzo Santi Barbin, que está responsável pelas investigações, preferiu não revelar detalhes para não atrapalhar os trabalhos. Ele informou que está aguardando o resultado do laudo do IML para saber o que causou a morte da vítima. “Visualmente, não identificamos nenhuma lesão na cabeça ou perfuração. Vimos apenas que o corpo estava parcialmente queimado”, diz.
Mesmo diante do sumiço dos pertences do repositor, o delegado acha prematuro falar em latrocínio. “A gente não sabe se o objetivo era o roubo e acabou ocorrendo a morte ou se o objetivo era a morte e acabou ocorrendo o roubo”, declara. “A gente não sabe também se ele foi morto já no sábado ou se, de repente, ele deixou esses objetos em algum outro local e foi apenas deixado lá”. Até o final dessa terça-feira (17), nenhum suspeito havia sido identificado.