08 de julho de 2026
Geral

Febre amarela: vacinação dispara


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Quem mora ou vai viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata, que são áreas com recomendação da vacina contra febre amarela, deve se imunizar. A recomendação é do Ministério da Saúde. De dezembro a maio, os casos da doença costumam aumentar e o risco de transmissão é alto em grande parte do País. A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o Brasil.

Em Bauru, as Unidades Básicas de Saúde, incluindo as de Saúde da Família, estão com doses da vacina contra febre amarela disponíveis. E, de acordo com o diretor da Vigilância Epidemiológica da cidade, Ezequiel Aparecido dos Santos, houve um reforço para atender à demanda. “Há poucos dias, eram aplicadas, em média, de 10 a 20 doses da vacina por semana em cada unidade. Agora, já são 60”, diz.

O aumento na procura tem uma explicação. O Estado de São Paulo mantém uma extensa área geográfica com recomendação da vacina. No ano passado, duas pessoas morreram em decorrência da febre amarela silvestre. Um deles na cidade de Ribeirão Preto e outro no município de Bady Bassitt. Em Minas Gerais, o governo decretou situação de emergência em saúde pública por 180 dias nas áreas do Estado onde há surto da doença.

QUEM PODE TOMAR?

A vacina é altamente eficaz e segura para o uso a partir dos nove meses de idade, em residentes e viajantes a áreas endêmicas, ou a partir de seis meses de idade, em situações de surto da doença.

A OMS considera que apenas uma dose da vacina já é suficiente para a proteção por toda a vida. No entanto, como pode haver queda na imunidade com o tempo de vacinação, o Ministério da Saúde definiu a manutenção de duas doses da vacina de febre amarela no Calendário Nacional, sendo o esquema vacinal uma dose aos noves meses de idade com reforço aos quatro anos. Para pessoas de 2 a 59 anos, a recomendação é de duas doses.

A DOENÇA

A febre amarela é uma doença infecciosa transmitida por meio da picada de mosquitos infectados. “Ela pode ser transmitida em ciclo urbano ou silvestre. No entanto, está ocorrendo o aumento do número de pessoas infectadas no ciclo urbano, onde o mosquito Aedes aegypti é o maior responsável”, explica a médica sanitarista Cristiane Rosevelte e Silva, responsável por empresa médica prestadora de serviço da Fundação Estatal Regional de Saúde da Região de Bauru (FERSB).

Os macacos são hospedeiros da doença, mas com maior importância no ciclo silvestre, em seu habitat original. Já na zona urbana, o homem é o hospedeiro mais frequente da doença.

SERVIÇO

As vacinas estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde de Bauru das 7h às 17h.

SINTOMAS

Os principais sintomas são febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, fadiga, náuseas e vômitos. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. A chance de morte pela doença varia de 5% a 10%, mas entre as formas mais graves pode chegar a 50%.

 

TRATAMENTO

A médica sanitarista explica que a febre amarela tem cura, mas não existe um tratamento específico, apenas sintomático. “Devem ser repostos os líquidos por meio de hidratação vigorosa e contenção de sangramentos. O repouso é sempre indicado e, na maioria dos casos, é necessária a internação dos pacientes. Nos casos mais graves, em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) visando a reduzir as complicações e o risco de morte”, orienta a especialista. “Por isso, a indicação é para que a população se previna, vacinando-se contra a febre amarela”, conclui.