09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Ano novo, ano velho

Rui Miguel Tripoli
| Tempo de leitura: 1 min

Ao final dos 365 dias, ao cruzarem-se os ponteiros, no espocar dos fogos multicoloridos iluminando o céu, enchendo de brilho e novas esperanças, chega um novo ano! Milhares de taças brindando. E, para perplexidade, é o novo que, na verdade, fica mais velho. Então, por que não velho ano novo!?


Ficou mais velho, mas é novo ano. Que maravilha! E você já virou a página, mudou o calendário, trocou de agenda, fez aquela faxina nos armários, gavetas e deparou-se com tanta coisa descartável. Mas e agora? O que há de novo em sua vida além das promessas corriqueiras e pessoais? A vida somente será nova quando olharmos o espelho do mundo ou o nosso interno e vermos refletido um mundo melhor, um ser mais humano, menos egoísta e menos individualista!


Caminhando para o bem, não só no pessoal, mas de toda humanidade sofrida e massacrada pelo muro da intolerância, do aparthaid social das classes, da imposição religiosa e da penúria dos refugiados, naufragados no sonho de liberdade, em busca de um novo lar, o poder pelo poder, o estampido das armas de grande calibre e potencial de destruição, silenciando a esperança de tantos inocentes sonhadores com uma vida melhor!


Em nosso país, sem contar com as armas que matam e mutilam inúmeros lares, ainda enfrentamos a ganância e a corrupção, que matam o sonho de milhares de brasileiros diante da impunidade!


Ano novo, ano velho... Que seja o despertar para a fraternidade, irmandade e fortalecimento do elo da corrente do amor! Projetando seres do bem para o bem, sem rancor e ódio!