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| Emma Stone brilha em musical que ganhou uma legião de fãs |
“Talvez eu não seja tão boa.” Teste após teste, Mia tenta uma oportunidade de deslanchar como atriz. Seis anos morando em Los Angeles, e o único trabalho que ela consegue em um estúdio de cinema é na cafeteria.
A personagem de Emma Stone começa, então, a duvidar de seu talento. E pensa em desistir. Até que conhece Sebastian, vivido por Ryan Gosling, um pianista que quer ter o próprio clube de jazz. E a força desses sonhos é o que aproxima os dois protagonistas de “La La Land”.
O musical, que chega nesta quinta-feira (19) aos cinemas brasileiros, inclusive Bauru, levou sete Globos de Ouro - absolutamente em todas as categorias a que concorria -, tornando-se a produção mais vencedora da história do prêmio.
Mérito especialmente do roteirista e diretor Damien Chazelle, que do alto de seus 32 anos (e já indicado a um Oscar de melhor roteiro adaptado por “Whiplash”, de 2014) decidiu que homenagearia os musicais dos anos 1930 e 1940, mas com uma trama moderna.
E está tudo lá. O cenário é uma mágica Los Angeles, regada a filmes antigos, clubes de jazz, místicos estúdios de cinema, o romântico planetário e um céu sempre lilás.
Dois lindos protagonistas, com química suficiente para encantar o público como as estrelas dos antigos musicais. O canto e a dança são encaixados perfeitamente na história, sem excessos, como parte da narrativa, com um repertório encantador - composto por Justin Hurwitz, tão jovem quanto Chazelle. Os dois se conheceram na universidade, tocaram na mesma banda e já trabalharam juntos em “Whiplash”.
Enfim, tudo se descortina à medida que a história se desenrola. Num filme moderno, como prometeu o cineasta, nem tudo dá certo no final. É a vida. “La La Land” é otimista, mas não ingênuo. É fantasioso, mas não foge da realidade.