| Priscila Medeiros/Divulgação |
| Fogolin detalhou estratégias para o mutirão que envolve diversas secretarias, DAE e Emdurb |
“Bauru contra o mosquito” foi o nome escolhido para a ação de combate ao Aedes aegypti organizada para amanhã pela Prefeitura de Bauru. O mutirão pretende chegar a 19.681 imóveis, sendo 8.457 residências e 11.224 terrenos, distribuídos em 818 quadras da região do Geisel, que abrange, além do bairro homônimo, o Jardim Cruzeiro do Sul, Marambá, Guadalajara, Vila Cardia, Parque Paulistano, Carolina, Camélias, Vila Engler, Colonial e Niceia.
O foco da mobilização em um território da cidade pré-delimitado é apontado pelo secretário de Saúde, José Eduardo Fogolin, como um dos diferenciais de campanhas anteriores. Outro ponto elencado é o caráter permanente da iniciativa, que deve se repetir em outras sextas nas demais regiões.
Como já noticiado pelo JC, dados de novembro apontam que o índice de infestação do Aedes no Geisel é quase o dobro da média de Bauru (2,1 ante 1,1 no Índice de Breteau).
Fogolin explica que a situação de Bauru é classificada como “de risco”. Seria satisfatória se o índice fosse inferior a 0,9 e “de surto”, caso maior que 4,0.
Dentre os bairros que integram o território-alvo, Redentor, Carolina e o próprio Geisel foram apontados pelo secretário como os mais críticos. Além disso, as equipes da Saúde levantaram a existência de um “cemitério de pneus” no setor denominado Vila Aviação B, situado entre o Niceia e o Colonial.
INEDITISMO
Fogolin destacou outros pontos que considera inéditos. Um deles é a vistoria em locais estratégicos, como sucatões e estabelecimentos de recicláveis.
Além disso, o contato com as demais empresas da região, visando a retirada de possíveis criadouros, será promovido pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico. O mutirão se estenderá também à remoção de criadouros identificados em terrenos baldios.
Por fim, o governo aposta fortemente na divulgação prévia da ação, que já está acontecendo nos bairros do entorno do Geisel, inclusive com a distribuição, com o apoio do DAE, de um guia que instrui a checagem semanal de locais das casas onde o mosquito pode colocar seus ovos.
“A educação é uma parte muito importante porque 80% das larvas estão dentro das residências”, alerta o secretário de Saúde.
ESTRUTURA
A ação envolverá 31 motoristas, 70 agentes de endemia, 52 ajudantes, 20 caminhões, três máquinas e dois carros de som.
Estão envolvidos no mutirão as secretarias de Saúde, Meio Ambiente, Obras, Administrações Regionais, Cultura, Agricultura, Bem-Estar Social e Desenvolvimento Econômico, o DAE e a Emdurb.
Como o munícipe deve proceder durante a ação
O mutirão está programado para começar às 8h e vai até as 16h. A prefeitura cogita a possibilidade de estender as atividades ao sábado, caso todo o território não seja coberto na sexta-feira ou até mesmo se eventuais chuvas motivarem a suspensão dos serviços.
A recomendação é de que os moradores percorram os quintais em busca de materiais que possam acumular água e não tenham mais utilidade, como: recicláveis, garrafas, potes plásticos, tambores, baldes, pratos de plantas e brinquedos.
Os munícipes também devem verificar no interior dos imóveis a existência de algum tipo de criadouro para o Aedes, como bandejas de geladeira e bebedouro, vasos, entre outros.
Os materiais devem ser deixados nas calçadas, acondicionados em sacos de lixo para que as equipes recolham-nos e descarte-os corretamente.
Tudo o que for recolhido será, inicialmente, levado a um ponto de transbordo, ao lado da UPA Geisel/Redentor, para que, posteriormente, seja transportado até o aterro sanitário de Piratininga.
MENOS CASOS
Os objetivos da campanha são reduzir os criadouros do Aedes aegypti, para diminuir os riscos de transmissão da dengue e o número de doentes, bem como as complicações que recaem sobre a rede municipal de Saúde.
Além da dengue, o mosquito pode transmitir o zika vírus, a chikungunya e até a febre amarela, que já provocou pelo menos oito mortes em MG (leia mais na página 20).
No ano passado, a doença foi confirmada em um macaco que vivia em ambiente em ambiente silvestre, na cidade de São José do Rio Preto (SP).
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Mobilização
- Quando? Amanhã Das 8h às 16h
- Onde? Geisel, Jardim Cruzeiro do Sul, Marambá, Guadalajara, Vila Cardia, Parque Paulistano, Carolina, Camélias, Vila Engler, Colonial e Nicéia
- Materiais recolhidos Pneus Latas Copos Plásticos Qualquer outro que acumule água
- Não serão retirados Geladeira Fogão Sofás ou colchões Madeira Entulho da construção
ATENÇÃO
A Secretaria Municipal de Saúde pede para que a população acondicione em sacos plásticos os materiais que poderão ser recolhidos e os deixem nas calçadas
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