09 de julho de 2026
Geral

Aedes: "pente fino" em 19 mil imóveis

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 4 min

Priscila Medeiros/Divulgação
Fogolin detalhou estratégias para o mutirão que envolve diversas secretarias, DAE e Emdurb

“Bauru contra o mosquito” foi o nome escolhido para a ação de combate ao Aedes aegypti organizada para amanhã pela Prefeitura de Bauru. O mutirão pretende chegar a 19.681 imóveis, sendo 8.457 residências e 11.224 terrenos, distribuídos em 818 quadras da região do Geisel, que abrange, além do bairro homônimo, o Jardim Cruzeiro do Sul, Marambá, Guadalajara, Vila Cardia, Parque Paulistano, Carolina, Camélias, Vila Engler, Colonial e Niceia.

O foco da mobilização em um território da cidade pré-delimitado é apontado pelo secretário de Saúde, José Eduardo Fogolin, como um dos diferenciais de campanhas anteriores. Outro ponto elencado é o caráter permanente da iniciativa, que deve se repetir em outras sextas nas demais regiões.

Como já noticiado pelo JC, dados de novembro apontam que o índice de infestação do Aedes no Geisel é quase o dobro da média de Bauru (2,1 ante 1,1 no Índice de Breteau).

Fogolin explica que a situação de Bauru é classificada como “de risco”. Seria satisfatória se o índice fosse inferior a 0,9 e “de surto”, caso maior que 4,0.

Dentre os bairros que integram o território-alvo, Redentor, Carolina e o próprio Geisel foram apontados pelo secretário como os mais críticos. Além disso, as equipes da Saúde levantaram a existência de um “cemitério de pneus” no setor denominado Vila Aviação B, situado entre o Niceia e o Colonial.

INEDITISMO

Fogolin destacou outros pontos que considera inéditos. Um deles é a vistoria em locais estratégicos, como sucatões e estabelecimentos de recicláveis.

Além disso, o contato com as demais empresas da região, visando a retirada de possíveis criadouros, será promovido pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico. O mutirão se estenderá também à remoção de criadouros identificados em terrenos baldios.

Por fim, o governo aposta fortemente na divulgação prévia da ação, que já está acontecendo nos bairros do entorno do Geisel, inclusive com a distribuição, com o apoio do DAE, de um guia que instrui a checagem semanal de locais das casas onde o mosquito pode colocar seus ovos.

“A educação é uma parte muito importante porque 80% das larvas estão dentro das residências”, alerta o secretário de Saúde.

ESTRUTURA

A ação envolverá 31 motoristas, 70 agentes de endemia, 52 ajudantes, 20 caminhões, três máquinas e dois carros de som.

Estão envolvidos no mutirão as secretarias de Saúde, Meio Ambiente, Obras, Administrações Regionais, Cultura, Agricultura, Bem-Estar Social e Desenvolvimento Econômico, o DAE e a Emdurb.

Como o munícipe deve proceder durante a ação

O mutirão está programado para começar às 8h e vai até as 16h. A prefeitura cogita a possibilidade de estender as atividades ao sábado, caso todo o território não seja coberto na sexta-feira ou até mesmo se eventuais chuvas motivarem a suspensão dos serviços.

A recomendação é de que os moradores percorram os quintais em busca de materiais que possam acumular água e não tenham mais utilidade, como: recicláveis, garrafas, potes plásticos, tambores, baldes, pratos de plantas e brinquedos.

Os munícipes também devem verificar no interior dos imóveis a existência de algum tipo de criadouro para o Aedes, como bandejas de geladeira e bebedouro, vasos, entre outros.

Os materiais devem ser deixados nas calçadas, acondicionados em sacos de lixo para que as equipes recolham-nos e descarte-os corretamente.

Tudo o que for recolhido será, inicialmente, levado a um ponto de transbordo, ao lado da UPA Geisel/Redentor, para que, posteriormente, seja transportado até o aterro sanitário de Piratininga.

MENOS CASOS

Os objetivos da campanha são reduzir os criadouros do Aedes aegypti, para diminuir os riscos de transmissão da dengue e o número de doentes, bem como as complicações que recaem sobre a rede municipal de Saúde.

Além da dengue, o mosquito pode transmitir o zika vírus, a chikungunya e até a febre amarela, que já provocou pelo menos oito mortes em MG (leia mais na página 20).

No ano passado, a doença foi confirmada em um macaco que vivia em ambiente em ambiente silvestre, na cidade de São José do Rio Preto (SP).

Mobilização

- Quando?

Amanhã

Das 8h às 16h

- Onde?

Geisel, Jardim Cruzeiro do Sul, Marambá, Guadalajara, Vila Cardia, Parque Paulistano, Carolina, Camélias, Vila Engler, Colonial e Nicéia

- Materiais recolhidos

Pneus

Latas

Copos

Plásticos

Qualquer outro que acumule água

- Não serão retirados

Geladeira

Fogão

Sofás ou colchões

Madeira

Entulho da construção

ATENÇÃO

A Secretaria Municipal de Saúde pede para que a população acondicione em sacos plásticos os materiais que poderão ser recolhidos e os deixem nas calçadas