09 de julho de 2026
Geral

Começa a normalização do abastecimento de água para 140 mil pessoas

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.
Na final da tarde desse domingo (22), Lagoa de Captação do Rio Batalha seguia com muito barro na água
Douglas Reis/JC Imagens
Eric Fabris: “Gostaria de resolver isso em 24 horas, mas dependemos das chuvas. Não dá para saber”

O DAE interrompeu a operação da Estação de Tratamento de Água (ETA) por volta das 17h desse domingo (22) e a normalização teve início na madrugada desta segunda-feira (23).

O abastecimento para aproximadamente 140 mil pessoas pode ter sido prejudicada. A interrupção foi adotada em função do grande volume de barro e sedimentos levado para a Lagoa de Captação do Rio Batalha, em função das intensas chuvas das últimas semanas.

“A água está extremamente turva. Chega um momento em que não conseguimos mais tratar”, explica o presidente do DAE, Eric Fabris.

A ETA é responsável pelo fornecimento de água a cerca de 38% do território da cidade, incluindo as regiões da Zona Sul, Centro, Vila Falcão e Bela Vista.

No final da tarde desse domingo (22), moradores de bairros como o Jardim Ouro Verde, Ferraz e Granja Cecilia já registravam queixas por problemas no abastecimento.

“São aqueles que ficam mais próximos da captação. Por isso, sentem mais rapidamente os efeitos da interrupção da operação”, pontua Eric.

Fabris atribui o agravamento do processo de sedimentação da Lagoa de Captação e do Rio Batalha ao processos de degradação da mata ciliar, provocada especialmente pela atividades agropecuária nas margens do corpo d’água.

HÁ UM ANO

Parte da cidade viveu um colapso no abastecimento também por conta das chuvas. Na ocasião, a operação da ETA também foi interrompida em razão da queima das bombas de captação.

Os equipamentos ficaram submersos com a inundação da casa de máquinas da estação após a tempestade do dia 12 de janeiro, quando a chuva elevou de 2,60 para 5 metros o nível da lagoa do Batalha.

O fornecimento de água foi normalizado mais de uma semana depois do ocorrido, que motivou a edição de decreto de estado de emergência pelo prefeito Rodrigo Agostinho.

ESTRAGOS

No último sábado (21), o prefeito Clodoaldo Gazzetta tomou medida semelhante a fim de pleitear recursos para pagar a recuperação dos estragos causados pelas chuvas nas últimas semanas, cujo custo era estimado em R$ 2,2 milhões até a última sexta-feira (20).