| Marcus Liborio |
| Emanuel contou um pouco da sua carreira aos presentes |
Considerado um dos jogadores mais completos e vitoriosos do vôlei de praia, Emanuel Rego esteve nesse domingo (22) em Bauru, onde participou de mais uma etapa do projeto “Sesc Verão 2017”. No evento, realizado nas quadras de vôlei de praia da Getúlio Vargas, o atleta falou ao JC.
Ele enxerga que o Brasil pode se tornar uma grande potência no Esporte em jogos olímpicos, já após as próximas três edições dos jogos. “Eu vejo uma evolução tanto técnica quanto na questão de mais profissionais trabalhando, mais estrutura”, opina. Confira abaixo trechos da entrevistas com o Emanuel.
Jornal da Cidade - Você acredita que o Brasil cumpriu sua meta nas Olimpíadas, tanto como país anfitrião quanto participante?
Emanuel - Eu tenho duas visões. Na parte técnica e do jogo mesmo, na competição. Eu acho que foi um sucesso em todos os termos, tanto da participação do vôlei de quadra quanto de praia, conseguindo trazer as medalhas que eram almejadas: duas de ouro e uma de prata. Como estrutura, conseguimos mostrar uma olimpíada diferente: a nossa civilidade, nossa popularidade. A gente torceu para todas as estrelas que vieram.
JC - Você acha que essa história de ‘país do futebol’ enterra muitos sonhos olímpicos? Isto é: faltou olhar com mais seriedade e respeito para as outras modalidades?
Emanuel - Eu acredito que é tudo uma evolução. Nós (vôlei de praia), como esporte olímpico, já estamos evoluindo. Já houve uma evolução muito grande desde o ciclo inicial desta nova gestão, do Comitê Olímpico do Brasil. De 1996 para cá, nesses seis ciclos olímpicos, você pode ver que em cada um deles a participação brasileira vem aumentando. A confiança dos brasileiros nos esportes olímpicos também. Isso tudo é um grande processo. Não podemos nos comparar com grandes potências, como Estados Unidos e Alemanha, que fazem isso há “200 anos”. A gente tem que se comparar exatamente com o que a gente tem e com a evolução de um ano para o outro. E eu vejo a evolução tanto técnica quanto a questão de mais profissionais trabalhando, mais estrutura. Eu vejo que o Brasil vai se tornar uma potência daqui a uns três ciclos olímpicos. Até lá, estaremos nessa maturação.
JC - Qual a sua avaliação das duplas hoje e como deve ser a renovação pós-olimpíadas?
Emanuel - Normalmente, no ano pós-olímpico, sempre tem uma mudança das duplas em geral. Para a única dupla campeã olímpica, Alisson e Bruno, prevejo que eles terão pelo menos uns dois anos de sucesso. Eles têm bastante maturidade para evoluir como equipe. Já sobre outras duplas... Eu vi Pedro jogando com Guto. O Guto é um jogador mais jovem e talentoso. O Pedro tem bom domínio na rede. É uma dupla que pode dar bons resultados. Para mim, pode ser uma surpresa o Evandro com o André. O Evandro jogou nas Olimpíadas junto com o Pedro. Também tem outra dupla que está correndo por fora, jogando circuito brasileiro, que é o Álvaro e Saymon. Ano passado, nas etapas brasileiras, foram a quatro finais. Essas quatro duplas podem surpreender.