09 de julho de 2026
Nacional

Fora do País, empresário é tratado como foragido e procurado pela Interpol

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Na Operação Eficiência, a Polícia Federal apreendeu 18 carros, entre eles o Lamborghini de Eike Batista avaliado em R$2,5 milhões, que ornamenta a sala do empresário, obras de arte, relógios, joias e aproximadamente R$ 100 mil em dinheiro.

Os agentes chegaram à residência do empresário por volta de 6h e foram informados que Eike estava fora do País. Uma pessoa próxima ao empresário disse ao Estado que ele apresentava um comportamento "desnorteado" na terça-feira passada, quando embarcou à noite para Nova York.

Susana Neves Cabral e Maurício Cabral, ex-mulher e irmão do ex-governador, foram ouvidos como supostos beneficiários do esquema criminoso. Na casa de Maurício, a polícia apreendeu R$ 30 mil, "milhares de dólares" e euros em espécie. Nas planilhas apresentadas pelos irmãos Chebar, havia 13 repasses de R$ 883 mil para Susana Cabral.

Na delação premiada, os irmãos Renato e Marcelo Hasson Chebar disseram não saber o motivo do repasse de R$ 16,5 milhões a Cabral. Renato Chebar contou aos procuradores que a ideia de mascarar o repasse com a falsa consultoria foi de Flávio Godinho, hoje vice-presidente de futebol do Flamengo e, à época, alto executivo do grupo EBX, como a holding de Eike era conhecida. Preso preventivamente ontem, Godinho foi o "responsável por toda engenharia financeira para viabilizar o pagamento", nas palavras de Chebar.

Além do contrato fictício, os procuradores encontraram uma transferência de R$ 1 milhão para o escritório de Adriana Ancelmo em 2013. Chamado para explicar o motivo do depósito, Eike apresentou proposta para investimento em fundo da Caixa e disse que foi o banco que indicou o escritório Ancelmo Advogados para cuidar do contrato.

Uma testemunha que trabalhou no escritório de Adriana Ancelmo disse que jamais viu nenhum processo referente à EBX sendo tratado pelos advogados. A Caixa também desmentiu as declarações do empresário.

"Tudo leva a crer que esse R$ 1 milhão é fruto de ocultação de um dinheiro que não podia ser trazido à luz", afirmou o procurador José Vagos.