| Aceituno Jr. |
| Felipe Moreno e Renan Albano fazem acrobacia; no detalhe, Albano (alto) caminha pela fita e Jorge Sakashita, 65 anos, mostra que modalidade é para todas idades |
Modalidade que une o equilíbrio do corpo e da mente. Este é o slackline, que tem origem em atividades circenses, com adeptos em vários países - existem até competições de âmbito internacional (como o Campeonato Mundial). Em Bauru, os praticantes se reúnem quase sempre aos finais de semana e feriados. O local preferido é o Parque Vitória Régia. Nas tardes de domingo, é possível ver alguns grupos de adeptos do slackline treinando no cartão postal da cidade.
Não há idade para praticar. Desde crianças até idosos podem começar a andar na fita. No entanto, é preciso montá-la corretamente. Em geral, as próprias árvores servem como suporte, em praças e parques, e é necessário que o ajuste seja feito de forma correta, para garantir a segurança dos praticantes. Com isso acertado, é só começar a se equilibrar!
O estudante Felipe Moreno, de 19 anos, começou no "slack" há alguns anos, em uma viagem para o Litoral, e desde então foi aprimorando a técnica. "Eu fui para o Guarujá, há uns quatro anos, e foi meu primeiro contato com o esporte. Meu tio viu que eu gostei e me deu de aniversário a primeira fita. E aí comecei, meu tio me ensinou como montava, deu algumas dicas, e aí eu fui pesquisando cada vez mais, vendo na televisão e na internet", explica. Ele pratica o trickline, executando manobras sobre a fita. "Eu vejo diferença no dia a dia, porque trabalha o ombro, as pernas, eu sinto que a musculatura melhora. Dá mais força nas pernas também, foi um esporte que me fez bem", destaca.
Outro jovem que é adepto do slackline é Renan Albano, de 21 anos. Natural de Sumaré, na região de Campinas, ele já praticava o esporte em sua cidade. Há dois anos, Renan veio para Bauru, para cursar design na Unesp, e fez novos amigos na Cidade Sem Limites por meio do slack. "Eu comecei com alguns amigos na minha cidade, quando eu estava com 18 anos. A primeira vez é mais difícil, você nem consegue subir. Mas conforme vai passando o tempo, vai melhorando, aí você quer fazer algumas manobras. 'Rachei' a primeira fita com um amigo meu, pagamos barato até, e fui aprendendo. O condicionamento e a saúde para o corpo e a mente são bons. Quando sobe na fita, a gente esquece do mundo, só pensa nisso", destaca.
Todas as idades
O construtor Jorge Sakashita, de 65 anos, garante que a prática do slackline trouxe benefícios, além de fazer amizade com pessoas de várias idades. "Eu tenho uma mentalidade jovem. Quando eu vi o esporte, tive a curiosidade e comprei uma fita. No início, foi bem difícil, mas em tudo que eu faço, gosto de pesquisar, e, me aprofundando, vi que existem técnicas para andar melhor. Aí estiquei a fita e vi que conseguia melhorar. Exige concentração, o que é bom para a saúde mental. Eu gosto também de andar de bicicleta, então todo esporte ajuda", cita.
Para quem vai começar no slackline, as fitas mais simples custam menos de R$ 100,00. Conforme o nível vai avançando, os slacks (fitas) são mais caros e as profissionais custam cerca de R$ 500,00, em média.
Variantes
O slackline possui alguns "subgêneros", variantes da prática original na fita e executadas por pessoas com mais experiência na modalidade. Um deles é o longline, que seria a fita mais extensa, a partir de 20 metros de comprimento. Outra versão é o highline, quando as fitas estão acima de oito a dez metros de altura. Já o waterline é o slack (fita) sobre a água e, por fim, o trickline são as manobras sobre a fita, usando material mais elástico.
Verão
Com o slackline, o JC encerra uma série de quatro reportagens sobre esportes praticados no verão, e propícios para os dias quentes ao ar livre. A primeira matéria foi sobre o vôlei de praia, depois o biribol, e a terceira sobre o futevôlei. Todas elas possuem adeptos em Bauru, e vôlei de praia e futevôlei podem ser praticados em local público, como as canchas de areia da avenida Getúlio Vargas, e o slackline em parques e praças.