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| Entre os imóveis sequestrados, estão uma residência de alto padrão onde a servidora pública mora |
Santa Cruz do Rio Pardo - A pedido da Polícia Civil, a Justiça de Santa Cruz do Rio Pardo (90 quilômetros de Bauru) determinou o sequestro de sete propriedades registradas no nome de Sueli de Fátima Feitosa e de familiares dela. A servidora pública é suspeita de desviar R$ 3,5 milhões da prefeitura e, de acordo com a polícia, a medida visa garantir o ressarcimento ao erário no caso de uma futura condenação.
Entre os imóveis sequestrados, estão seis residências e uma chácara localizada na zona rural do município. Recentemente, também a pedido da Polícia Civil, a Justiça já havia bloqueado quatro carros e quatro caminhões pertencentes a Sueli e a parentes dela.
"É para garantir o futuro ressarcimento aos cofres públicos do dinheiro desviado", explica o delegado Valdir Alves de Oliveira. Além dos bens bloqueados, segundo ele, os investigados também tiveram um carro, dois caminhões e algumas joias apreendidos.
Até o fechamento desta edição, Sueli, que está com a prisão preventiva decretada desde o final do ano passado, não havia sido presa. Já a mãe dela, Maria da Conceição Feitosa, que também teve a preventiva decretada, permanecia na Cadeia de Pirajuí.
DESVIO
Sueli de Fátima Feitosa é suspeita de desviar cerca de R$ 3,5 milhões da Prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo. Desde 1999, ela exercia função comissionada de diretora do Departamento de Tesouraria.
Quando as irregularidades foram descobertas, em dezembro de 2016, Sueli foi exonerada do cargo em comissão e afastada de suas funções por 30 dias.
Processo administrativo foi aberto e a Polícia Civil passou a investigar os crimes de peculato, falsificação de documento público e falsidade ideológica.
Em 28 de dezembro, a Polícia Civil apreendeu documentos, computadores e joias na casa da servidora e em cinco endereços de pessoas ligadas a ela.
No dia 31, ela teve a prisão preventiva decretada, mas já não estava mais na cidade. No último dia 26, a mãe de Sueli foi presa na casa dela.
Segundo a Polícia Civil, ela teria se beneficiado diretamente de todo o dinheiro desviado e ajudado a esconder provas, dificultando a investigação.
No dia 27, dois caminhões pertencentes a um cunhado da servidora que não haviam sido declarados por ele em depoimento foram apreendidos.
No mesmo dia, o delegado Valdir Alves de Oliveira disse que novas prisões poderão ocorrer. O advogado de Sueli e da mãe dela, Antonio Godoy Maruca, não respondeu as mensagens enviadas a ele pelo WhatsApp.