| Malavolta Jr. |
| Antigo IPA um dia após a rebelião que mobilizou autoridades |
Dois reeducandos foragidos do Centro de Progressão Penitenciária 3 (CPP3), antigo IPA, foram recapturados, entre a noite da última terça-feira (31) e a madrugada dessa quarta-feira (1), em Bauru.
André dos Santos da Silva se apresentou, na noite de quarta-feira, na Central de Polícia Judiciária (CPJ). Horas depois, a Polícia Militar da cidade atendeu a um chamado de desinteligência na Praça Machado de Melo. Durante o tumulto, os policiais descobriram que um dos envolvidos, Joaquim José da Trindade, era justamente foragido do CPP 3.
30 FORAGIDOS
Com mais estas duas prisões, 122 dos 152 reeducandos que escaparam durante o motim, registrado em 24 de janeiro, já estão atrás das grades novamente.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou a mesma contagem em último balanço, ontem.
RECUPERAÇÃO
Nos dias 26, 30 e nessa quarta (1), uma equipe de engenharia da SAP esteve no CPP 3 avaliando os estragos nos dois dos três prédios que compõem a unidade prisional e que foram afetados pelo fogo.
“As instalações inferiores estão liberadas para limpeza, com ressalva de um alojamento, cujos trabalhos já iniciaram”, diz a SAP.
Um laudo técnico ainda será elaborado, a SAP ainda não precisa os custos da reforma e não prevê o início das obras. Atualmente, cerca de 600 presos continuam abrigados no CPP 3, em uma ala adaptada, que era destinada ao recebimento de visitantes e que não teria sido danificada pelas chamas. Após a rebelião, mais de 700 detentos do CPP 3 foram transferidos para outras unidades prisionais da região.
RECEBIDA
Conforme o JC já noticiou, o Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop) já encaminhou ofício ao procurador-geral de Justiça do Ministério Público de SP, Gianpaolo Smanio, solicitando investigação de denúncia anônima recebida pela entidade em relação ao CPP3.
Em tempo: entre os problemas apontados, estão a superlotação da unidade e infestação de insetos. O pedido ainda não foi analisado pela procuradoria-geral.