08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Descaso

Fátima Cristina Piovesan
| Tempo de leitura: 1 min

Desde que a CPJ (Central de Polícia Judiciária) se mudou para o atual prédio o dilema dos moradores da quadra 5 da rua Rio Grande do Norte começou. Como essa rua é fundo da delegacia, sua calçada não é alvo de conservação e muito menos de limpeza. O lixo é colocado ali de qualquer jeito, sem respeitar sequer os dias de coleta. A calçada não é varrida e o mato cresce, e com isso pessoas mal-educadas se acham no direito de também jogar ali todo e qualquer tipo de lixo e entulho.


Agora vejamos: se todos nós somos responsáveis pelo zelo da calçada em frente às nossas casas, por que a CPJ não toma providências para que tenhamos uma calçada para caminhar e não para tropeçar em lixo.


Sim, é impossível caminhar nessa calçada. Hoje tive que implorar para o coletor de lixo colocasse no caminhão um saco cheio de mangas podres que deixaram lá. Implorei sim, porque eles não podem coletar o que não conseguem segurar. O peso era muito. E eles estão certíssimos em não arriscar se machucar. Agradeço a eles.


Mas isso não pode continuar, não posso ficar implorando para que levem o lixo. Já conversei com o delegado administrador, mas limpam um dia e o restante do ano que venham baratas e ratos. Não sou eu quem tenho que verificar se estão conservando o prédio e imediações. Pagamos nossos impostos “supostamente” também para isso.


Sr. delegado, me disse da outra vez que somos vizinhos e que temos que conviver em harmonia. O que é viver em harmonia para o senhor? E antes mesmo de receber a sua resposta, lhe digo que não sou harmônica, quero sim a rua que moro do jeito que era antes: limpa.