10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Que tal um pouco de João Doria no governo Gazzetta?

Silvio Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Na História Política Contemporânea de Bauru, o novel prefeito tem direito a uma lua de mel de 180 dias, em média. Na prática, isso significa que somente a partir de julho emergirão do seio do eleitorado críticas mais contundentes contra o governo Gazzetta. Nesse momento, nenhum ator social prefere bater de frente contra um prefeito detentor de 105 mil votos no segundo turno.


Mesmo assim, o prefeito Clodoaldo Gazzetta pode muito bem “incorporar” um pouco do congênere paulistano João Doria. É uma forma de suavizar o sofrimento causado a dezenas de famílias pela temporada de chuvas na segunda quinzena de janeiro. A própria imagem da cidade ficou estranha.


Nessa linha de raciocínio, um bom exemplo está nas feiras livres. Gazzetta pode muito bem aparecer na mídia ao lado de um banheiro químico, montado em inox, a exemplo de João Doria. Outra iniciativa ousada está na parceria com nossos hospitais particulares na realização de exames. Lá na frente, a população reconheceria esse esforço por meio do voto.


O projeto “Guardiões da Cidade” é mais um exemplo. Nele, os taxistas são estimulados a denunciar os pichadores.


A propósito, em 2013, vereadores bauruenses solicitaram ao governador Geraldo Alckmin a transformação do Instituto Penal Agrícola numa escola de formação de policiais militares. A hora  é propícia para retomar o assunto. Afinal, a rebelião dos reeducandos produziu pânico na cidade, a ponto de lojistas do centro comercial fecharem suas lojas mais cedo.


Ao retomar o assunto, o prefeito Clodoaldo Gazzetta mostra sua verdadeira capacidade de influência junto ao governador Geraldo Alckmin. O vice dele – Márcio França – faz parte da mesma base partidária aliada.


Pelo menos por enquanto, Gazzetta não produziu nenhuma jogada de marketing pessoal. Há o lado bom: evidencia a força da equipe de governo. Mesmo assim, uma iniciativa ousada rompe com a monotonia da cidade, hoje com tantos prédios fechados por conta da reinvenção do comércio lojista.


Por que não um espaço específico aos grafiteiros na cor branca?  A cor cinza deixemos ao Doria.