| Aceituno Jr. |
| Josinei de Lima, colecionador de camisas do Noroeste |
JOSINEI
"Hoje, graças a esse hobby, faço amizades com gente de todo o país"
Se o futebol perdeu um futuro goleiro profissional, não ficou frustração alguma. Aos 26 anos, o estoquista Josinei de Lima, ou simplesmente o Jô, como o chamam, só tem a agradecer o que o futebol já lhe proporcionou, especialmente nos últimos seis anos quando a paixão pelo time do Noroeste, iniciada já na infância, o levou a, por acaso, virar um colecionador de camisetas do time.
Hoje ele ostenta 90 delas. A mais antiga é de 1975. Tem também da Vítor Hugo, o Vitão, usada em 89, e a do goleiro Barbirotto, que jogou aqui no começo dos anos 90, entre tantas outras. A mais recente, claro, é a da atual temporada.
Mas ele vai além: não é um mero colecionador, daqueles que acrescentam um número. Nada disso. De cada camisa ele sabe a história. Quem usou, como foi o jogo está tudo catalogado na memória dele.
Mas Jô quer mais: além de expandir sua coleção, deseja criar um arquivo digital, fotografando todas as peças, com as respectivas histórias. Deixar um acervo para a posteridade, manter através das camisas viva a história do clube.
E, claro, disponibilizar isso para quem, como ele, tem pelo Noroeste sua grande paixão.
"Gosto tanto que nunca tive outro time. Para mim é só o Norusca", justifica.
Com o hobby ele fez grandes amizades "a rede de conexões é algo inacreditável e maravilhoso".
Ele aproveita e diz o que pensa do time e do que vai ser esta temporada: "A expectativa é a melhor possível. A gente sabe que futebol é um negócio, Mas o que a gente vê desta vez é que principalmente fora de campo o time está muito saudável, o trabalho está sério, todos os detalhes, desde a base sendo valorizada".
MARINA
"O que mais me chama a atenção é essa garra das jogadoras"
| Aceituno Jr. |
| Genter/Vôlei Bauru e Marina: ligados na boa vibração |
Em meados de 2008, o futsal era a modalidade da vez na vida da empresária e fotógrafa Marina Mayumi Beppu. Entre uma competição e outra, a atleta foi descobrindo uma nova paixão: o voleibol. Hoje é fã de carteirinha do Genter/Vôlei Bauru. "Criei muitas amizades com as jogadoras e, desde então, passei a acompanhar o time de Bauru (na época, a equipe era diretamente ligada à Luso)". Com o tempo, o gosto pelo esporte só aumentou. Presidente da torcida Gigantes do Vôlei, criada em 2014, Marina conta que, desde o ano passado, não perde uma partida sequer do Genter/ Vôlei Bauru. "A gente viaja a São Paulo, Osasco. Onde tiver jogo, dou um jeito de ir. Sou fanática pelo time", admite.
Entre tantos momentos marcantes da equipe bauruense, a empresária lembra com carinho da final da Superliga B (em 2015, quando o time foi campeão em cima do Sogipa, de Porto Alegre, e também da vitória histórica do Bauru contra o Rexona do Rio de Janeiro, também há dois anos, pela Superliga (torneio principal), por 3 sets a 1. Foi a primeira derrota do time comandado por Bernardinho na fase classificatória. "O que mais me chama a atenção é a garra das jogadoras, a superação. Virei amiga de várias, como a Andressa, que agora joga pelo Valinhos, a Mari Casimiro, a Fernanda Melo, além da a cubana Yoana Palácio, que passou por Bauru também", finaliza a torcedora.
MARISA
"Coloco toda a minha energia positiva na torcida"
| Aceituno Jr. |
| Marisa Romangnolli vibra na vitória do Gocil/Bauru contra Liga Sorocabana pelo NBB: torcedores fazem a diferença |
Marisa Romangnolli é apaixonada por esportes de um modo geral. Mas o basquete... ah, esse sim, tem um cantinho especial no coração dela. "Acho que o esporte, principalmente os olímpicos, são a representação mais pura das relações humanas: não se vence sem dedicação, sofrimento, e um bocadinho do imponderável que pode trazer uma dor de barriga para o seu adversário justo naquela decisão, ou uma luz diferente em você naquele dia e, pimba!!! [risos]... No basquete então, não há empate, pênaltis ou 'golden score', alguém sempre ganha e o outro, perde. De todos os esportes, meu favorito é o basquete, junto com a motovelocidade, claro. Talvez pela adrenalina, aqueles centésimos de segundo que viram o resultado...", justifica.
Marisa tem um jeito especial de descrever como enxerga a modalidade: "É um jogo de alto contato, mas com regras bem claras, éticas, de forma que não se vê pancadarias, e raramente jogadas sacanas. Até a torcida do basquete é diferente, por exemplo, de uma torcida de futebol. Concorrência sim, mas dentro de um padrão civilizado e ético. Do ponto de vista estético, é sensacional a explosão muscular dos atletas em voos sensacionais, a velocidade do jogo que, às vezes, transforma a quadra nuns borrões de cores das camisas. E a vibração da torcida, também".
Uma paixão que começou lá atrás, no colégio, nas aulas de educação física. "Desde meus onze anos, quando entrei no "Stela Machado" e conheci o basquete nas aulas de educação física, perdi meu coração para a bola laranja. Então, sempre acompanhei o basquete em Bauru: o BTC das meninas do Barbosa e da Suzete, o Luso do Professor Caetano (dos Santos) e do Demétrius (jogador!), o Tilibra do Guerrinha, do Patterson, do Jeftty e do Leandrinho (antes de ir pra NBA), o Paschoalotto do Larry e do Alex, e agora o Bauru Basket... Acompanho também o basquete de uma maneira geral. Vejo jogos de outros times, de outras categorias do Bauru Basket, e também a NBA.
E como é a torcedora Marisa? A resposta vem fácil: "Eu coloco toda minha energia na torcida. Grito o tempo todo, solto uns "bora, Bauruuuuu!!!" no meio do jogo, xingo pra caramba, vibro, saio rouca do ginásio. Sempre sentamos no mesmo local nas arquibancadas, eu e outros torcedores habituais que acabei conhecendo lá mesmo, e eles comentam sempre que eu deveria ir nos jogos do Noroeste, para empurrar o time... A verdade é que fiz amizades no ginásio Panela de Pressão, e isso é muito legal. Um dia meu amigo Luiz Guilherme, de 8 anos, disse: "Tia, vou lavar sua boca com sabão!". Esqueci que ele estava do meu lado e soltei um belo repertório de palavrões, digna de uma boa italiana!!!"
JOÃO CARNEIRO
"Não fui um bom jogador, não; mas fui bom técnico e, hoje, sou excelente torcedor"
O aposentado João Carneiro se orgulha de acompanhar os jogos de futsal da FIB até fora de Bauru. "Houve um dia em que o repórter de uma televisão veio me entrevistar, porque foi curisoso, eu era o único torcedor de Bauru lá, na casa adversária, só eu, mas estava". E por essas e outras é que ele é apontado como um dos torcedores-modelo da equipe de futebol de salão da FIB. Claro que ele gosta do time de Sorocaba (o Magnus) e também da seleção brasileira e seus ídolos, mas é fã mesmo do time da FIB.
Seja na vitória ou na derrota, lá está seu João, acompanhando o time. E entre o futebol de campo tradicional e o futsal ele tende para este último.
Aos 62 anos, a paixão pelo esporte é antiga, começou já em Avaí, depois em Presidente Alves (cidades vizinhas), onde inclusive, ele foi treinador de um dos times que fez história na região, outro orgulho de sua vida.
Em Bauru, para onde veio em 1976, teve uma breve passagem pelo time do Roma, como treinador, "lá na Vila São Paulo", mas hoje sua paixão é mesmo a Associação Atlética FIB que ele valoriza como "grande formadora de ótimos jogadores".