09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Que reunião, hein, sr. Diolindo?

Antônio Hilário Luizão Módolo
| Tempo de leitura: 4 min

Ela começou no domingo à noitinha, por volta das 20h, e só foi terminar na segunda-feira, lá pelas 15h. Muitos se assustaram com um convite tão em cima da hora, afinal, ninguém estava preparado, mas logo começaram a chegar os primeiros convidados. Foram muitos, afinal, com o WhatsApp e o Facebook, hoje em dia a comunicação é muito rápida.

Os amigos de loja do Raphael foram os primeiros, a seguir foram chegando várias amigas de artesanato da Valéria, mais à noitinha o pessoal da São Cristóvão, pois tinha acabado a missa do domingo à noite, os da Cesp, da Associação, da OAB, os vicentinos, a Neusa da Catequese, o Beto Moreno, o Jaime, o Borges, o Caicó, o sr. Orlando Faria e o Adilson, Haroldo e a Lidiane, o Adilson e a mulher dele, o Claudemir, o Élcio Miragaia, o Reinaldo Grava, a Conceição aí do prédio e o Cido, marido dela, os porteiros do seu prédio, a Rita e a Dacilete, do nosso, de São Paulo vieram o Tio Mauro, a Tia Rosa, a Tia Sandra, o Tio Duia, o Fabiano e a mulher dele, o Sílvio e a Tia Leninha ( quanto tempo, hein? ) vieram de Itapira, o Juninho veio de Poços de Caldas, e, em seguida, chegaram a Nereida, o Aguinaldo, o Gabriel, a Letícia e o Mateus.

O Adilson ligou para o Wilson Brasil, e ele, lógico, acha que não ia aparecer para pedir bênção, padrinho, benção, madrinha? Ficamos um bom tempo conversando, eu, ele e o Haroldo, e saiu tanta história boa; por volta da meia-noite ligou até para o Faria Neto, mas ele já estava dormindo. Foram muitas amigas e amigos da Ana Clara, da Letícia, da Nereida também vieram algumas colegas de trabalho, a namorada do Mateus, a Simone trouxe o Enzo e a Sofia para te ver, a Renilda ( um anjo, ficou quase o tempo todo com a Dona Terezinha ) o Rivelino e o Henrique ( Henriquinho... ).

A noite passou rápida, quase não deu tempo de ver passar; alguns, por terem vindo de longe, estavam meio cansados e tiraram uma soneca por ali mesmo; o Célio da farmácia do meu pai veio de madrugada, mesmo, ele acordou por volta das 4/5h, e veio sozinho. No dia seguinte, até mesmo alguns que já tinham vindo no dia anterior voltaram; a síndica do seu prédio, alguns vizinhos seus, o Mário Roveda e a mulher, o Roberto (lembrei do japonês bravo do ônibus e que queria parar em Aparecida do Norte... ), o Arnaldo e a Sônia (chamaram até o Padre Junior), o Domício me disse que a reunião dos vicentinos sem o Victal (era assim mesmo que se escrevia, não é?) e o senhor já não era mais a mesma; o Maurilinho falou das piadas (aquela do obviamente é demais...sabe dessa, ou não?... ).

O Gilberto Truijo lembrou-se com orgulho que ele e o senhor fizeram juntos a primeira audiência da carreira de advogados, uma vez que se formaram na mesma turma. O dr. Plínio não anda muito bem, mas, amparado, fez questão de ir também; meu pai veio de Reginópolis, foram alguns amigos meus do Banespa (que foram pescar juntos conosco num rancho no Batalha, na época da Copa do Mundo de 2010, lembra?, só o João e o William, porque o Élcio estava em Curitiba, senão tinha ido, com certeza), vários funcionários aqui da LC, o Wilson e a Emília, a Mônica do Carlão, a Carmen do Tecão, a Afifi (a Aida não estava muito bem ), o Jair e a mulher dele (vocês viajavam juntos nas excursões ao Guarujá, né? ), o Wenceslau e a Regina, a Raquel nossa vizinha de apartamento, o Silvinho, a Marize e a Mara vieram sozinhos de Ribeirão Claro, porque o Tio João e a tia Fina não tinham condição, como o senhor já sabia.

Olha, foram tantos que não dá para lembrar de todos, mas o senhor vai lembrar, afinal, também estava lá entre nós.O importante é que todos estavam ali reunidos, na sua presença, para celebrar algo que não estava previsto, mas ocorreu. E, levado pelas mãos de Deus, que o levou antes do tempo previsto para morar junto com Ele, pois estavam precisando de alguém com sua humildade, disposição para ajudar os mais necessitados, despojamento das coisas materiais, altíssimo senso de justiça, amor ao próximo, dono de uma franqueza admirável e de um estoque inesgotável de piadas, restou para todos uma eterna saudade e um vazio que nunca mais vai ser preenchido com sua ausência física.

"Uma luz brilha nas trevas para o justo, e permanece para sempre o bem que fez".

Salmo 111.