Desde o último sábado (4), o lixo produzido em Santa Cruz do Rio Pardo (90 quilômetros de Bauru) está sendo encaminhado para aterro particular na cidade de Piratininga. O contrato emergencial, válido por 180 dias, foi assinado depois que a prefeitura decretou situação de emergência ambiental em razão da interdição do seu aterro.
O decreto permitiu que o município contratasse o serviço privado de destinação de resíduos sólidos sem licitação prévia. Para justificar a situação de emergência, o prefeito Otacílio Parras Assis (PSB) alegou que a coleta de lixo é um serviço essencial e que sua paralisação poderia trazer riscos à saúde pública.
Conforme divulgado pelo JC, na quinta-feira (2), a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) interditaram o aterro de Santa Cruz do Rio Pardo sob argumento de que o local era usado para descarte irregular de lixo, sem qualquer proteção ambiental.
De acordo com a Cetesb, a ação teria provocado derramamento de chorume, contaminação do solo e emissão de gases na atmosfera. A prefeitura, por sua vez, declarou, desde 2013, vinha adotando algumas ações no sentido de solucionar definitivamente o problema do esgotamento da capacidade do aterro.
Na sexta-feira (3), a coleta de lixo na cidade foi feita normalmente pela empresa responsável pelo serviço e os materiais permaneceram nos caminhões a espera da assinatura do contrato. Desde sábado, as cerca de 34 toneladas de lixo produzidas diariamente pela população estão sendo encaminhadas para Piratininga.