| Samantha Ciuffa |
| Casa de Marlene Birello foi parcialmente interditada: ela e marido seguem morando no imóvel |
Um dos engenheiros civis da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) passará a trabalhar junto à Defesa Civil. Esta, por sua vez, terá celeridade e autonomia para monitorar áreas de risco, inclusive, residências com problemas estruturais. Para se ter uma ideia, do dia 9 de janeiro até essa terça-feira (7), o órgão vistoriou 117 imóveis, sendo que 17 foram interditados parcial ou totalmente.
Coordenador da Defesa Civil, Sidnei Rodrigues revela que o nome e a data em que o profissional começará a trabalhar ainda não foram definidos. Antes, o órgão fazia uma vistoria visual e encaminhava o caso para algum engenheiro da Seplan ou da Obras, que realizava nova visita. Outras vezes, a própria Defesa Civil orientava os moradores a fazer as adequações.
“Os benefícios de ter um engenheiro próprio são imensos, já que responderemos as demandas em menor tempo e economizaremos recursos públicos - agora, com apenas uma vistoria, o problema será resolvido”, exalta.
Rodrigues revela, ainda, que avaliará a possibilidade de remanejar um assistente social para a equipe da Defesa Civil, formada por seis pessoas, por enquanto.
“Quando monitoramos áreas de risco, onde há habitação, a questão social também está envolvida. Para dar celeridade, o ideal seria que tenhamos um profissional do setor”, defende.
‘PODE MACHUCAR...’
Dos 17 imóveis que foram interditados até o momento, está o da costureira Marlene de Souza Birello, de 64 anos. O espaço, situado na quadra 4 da rua José Torres de Brito, no Jardim Progresso, foi interditado parcialmente. Nem ela, nem o marido saíram de casa, porque temem pela segurança do patrimônio.
Marlene informa que as paredes da cozinha e da área estão trincadas e há infiltração no chão dos dois cômodos, situados na parte frontal da residência. “Se cair outra chuva forte, tudo poderá desabar e pior: existe a possibilidade de machucar até quem passa pela rua”, acrescenta.
Ainda segundo a costureira, o problema foi causado pela lama do terreno vizinho, localizado na quadra 13 da rua Princesa Isabel, aos fundos de onde a mulher vive, que cede quando chove forte. Logo, a moradora está tentando entrar em acordo com o proprietário do espaço, que ficou de bancar os reparos desta e de outras duas casas da mesma quadra.
Contudo, o endereço que mais assusta o coordenador da Defesa Civil é a quadra 1 da rua João Henrique Dix, no Parque União. Lá, praticamente todos os imóveis estão com problemas estruturais. Porém, o órgão ainda não concluiu seu relatório, nem chegou a interditar qualquer residência.
Outras casas
As 11 casas: número atualizado pela Defesa Civil no domingo, no Jardim Carolina, em Bauru, não apresentam problemas estruturais. Segundo o coordenador do órgão, Sidnei Rodrigues, basta realizar reformas pontuais. Do total, oito imóveis ficam na rua Olavo Moura e têm um único proprietário. O restante está na Benedito Ribeiro dos Santos e também possui apenas um dono.
Conforme o JC noticiou na edição dessa terça-feira (7), as famílias que lá viviam tiveram destinos diferentes: parte foi para a casa de parentes e o restante ficou dentro das residências interditadas, até que a imobiliária os encaminhasse para outro endereço.